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Israel divulga foto de Greta Thunberg, mas ativistas seguem 'incomunicáveis' | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/06/2025 às 17:51 · Atualizado há 10 horas

O governo de Israel divulgou na tarde desta segunda-feira (9) uma foto da ativista Greta Thunberg em terra firme após a captura da embarcação “Madleen” pelas forças israelenses. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, a tripulação está passando por exames médicos “para garantir que estão em boas condições de saúde.”

Em outras imagens, reveladas pela mídia internacional, é possível ver o “Madleen” atracado no porto de Ashdod, em Israel, por volta das 22h (horário local).

O navio continha 12 tripulantes, incluindo Thunberg, e transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza até ser interceptado pelas forças israelenses na manhã desta segunda.

A viagem foi organizada pela Coalizão Flotilha da Liberdade, que afirmou que os 12 ativistas haviam sido “sequestrados” pelas forças israelenses. Agora, os organizadores dizem também que não conseguiram realizar contato com nenhum dos detidos há pelo menos 19 horas.

Em declaração à imprensa internacional, Huwaida Arraf, um dos organizadores, disse que pretende acionar advogados para garantir o acesso aos ativistas capturados da forma mais rápida possível, e criticou o Reino Unido por não emitir uma condenação firme à apreensão (O “Madleen” navegava sob registro britânico).

A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os territórios palestinos, Francesca Albanese, também condenou a interceptação do barco, afirmando que a captura se tratou de “uma incursão ilegal em águas internacionais.”

A embarcação transportava alimentos e medicamentos para a população do enclave palestino antes de ser abordado por soldados israelenses.

“Israel não tem absolutamente nenhuma autoridade para interceptar e parar um barco como este, que carrega ajuda humanitária e, mais do que tudo, humanidade para o povo de Gaza”, disse Albanese.

Os 12 voluntários a bordo estão atualmente sob custódia israelense e devem ser levados para uma instalação de detenção. Segundo informações da imprensa internacional, o governo de Israel pretende deportar o grupo e acusá-lo de entrar ilegalmente em Israel.

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