Publicidade
Capa / Econômia

Novo Nordisk muda comando no Brasil em meio à disputa sobre patente | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/10/2025 às 16:31 · Atualizado há 2 dias
Novo Nordisk muda comando no Brasil em meio à disputa sobre patente | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

A troca no comando da Novo Nordisk no Brasil ocorre em meio à pressão global sobre a farmacêutica dinamarquesa, que enfrenta a concorrência crescente na categoria de medicamentos para perda de peso. No país, a empresa ainda trava uma batalha na Justiça sobre a patente da liraglutida, princípio ativo do Ozempic.

A saída de Isabella Wanderley, que ocupava o posto de CEO da farmacêutica no Brasil desde agosto de 2021, foi confirmada pela empresa em comunicado divulgado no dia 26 de setembro. Na nota, a Novo Nordisk diz que está “avaliando os próximos passos” e que fornecerá informações sobre a nova liderança assim que estiverem disponíveis.

A gestão de Isabella foi marcada pelo sucesso de vendas do Ozempic e pelo lançamento do Wegovy, em 2023. Nos últimos meses, porém, a companhia passou a sofrer maior pressão com o avanço do Mounjaro, da concorrente americana Eli Lilly, cujo princípio ativo é a tizepatida.

Há também uma disputa judicial com o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) envolvendo a patente da liraglutida, princípio ativo do Ozempic, que expira em março de 2026. Com a queda da patente, farmacêuticas como a brasileira EMS se preparam para lançar versões do produto no ano que vem.

A mudança no comando não é exclusiva da matriz brasileira. Em maio, Lars Fruergaard Jorgensens deixou o comando global da farmacêutica, que passou a ser liderada por Mike Doustdar em agosto. O novo executivo assumiu com a missão de acelerar a tomada de decisões e reforçar a execução comercial diante da forte concorrência no mercado de medicamentos para obesidade.

No início de setembro, a companhia anunciou o corte de 9 mil postos de trabalho depois que o crescimento das vendas estagnou e as ações despencaram, reduzindo o valor de mercado da empresa em US$ 450 bilhões.

Durante a divulgação de resultados do segundo trimestre, a farmacêutica dinamarquesa cortou drasticamente suas metas para o ano inteiro, alertando que versões alternativas de seus medicamentos para obesidade e diabetes nos EUA estavam freando as vendas de suas marcas.

Fábrica da Novo Nordisk em Montes Claros (MG) — Foto: Divulgação/ Novo Nordisk

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade