No quinto dia de depoimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) dos réus suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista Anderson Gomes, em 2018, Robson Calixto da Fonseca, conhecido como "Peixe", negou que tenha envolvimento nos assassinatos.
"Essa denúncia que estão me imputando não é verdadeira", afirmou. Ele é ex-assessor de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), também réu no processo.
Na denúncia apresentada ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram os responsáveis por dar a ordem para matar a vereadora. Os dois também foram denunciados por organização criminosa, por exercer influência política e atuar junto à milícia no mercado imobiliário ilegal.
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, também denunciado, teria usado sua autoridade como chefe da Polícia Civil, cargo que havia assumido dias antes, para “oferecer a garantia necessária aos autores intelectuais do crime de que todos permaneceriam impunes".
Além dos três, também foram denunciados os policiais militares Ronald Alves de Paula, o Major Ronald, e Peixe. A PGR denunciou o primeiro por homicídio, sob justificativa de que ele levantou informações da rotina de Marielle, o que ajudou no monitoramento da vereadora antes de seu assassinato.
Já Peixe, que também assessorava Domingos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foi denunciado por organização criminosa com o político e seu irmão Chiquinho. Segundo o documento, ele possuía atuação em “atividades típicas de milícia”, pelo menos desde o ano de 2018.
O interrogatório continua na próxima terça-feira (29).
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