O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o sistema financeiro brasileiro está acostumado a lidar com sanções internacionais e que o regulador tem acompanhado o assunto.
"Não há preocupação em relação a esse tema", respondeu ao ser perguntado se as punições da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes poderiam gerar complicações para os bancos brasileiros.
"A gente segue acompanhando a questão de sanções. Acho que o tema é muito mais... o que talvez chame a atenção são as motivações por trás das sanções, que foram inusitadas. Mas a gente tem acompanhado e dialogado com o sistema", disse, em entrevista coletiva sobre novas regras de segurança para fintechs.
“A gente vê isso acontecer em outros países e aqui no Brasil outras pessoas já tiveram esse tipo de sanção", acrescentou.
Durante a coletiva, Galípolo afirmou ainda que o órgão e o governo concordam em nove de dez pontos da proposta de emenda constitucional (PEC) que daria autonomia financeira para o regulador. Segundo ele, o ponto que resta é a questão do regime jurídico do BC, já que o governo não acha apropriado transformar a autarquia em uma instituição de regime de direito privado.
"Quanto à discussão sobre o regime jurídico [do BC na PEC] envolve também discussão sobre o regime jurídico de trabalho das pessoas. Acho que o ponto que resta é esse. Espero que a gente consiga chegar a um consenso sobre o que é melhor para o país neste último ponto entre o que é a demanda dos servidores e o que é a visão por parte do governo", comentou.
Segundo ele, a PEC também melhoraria muito as condições de trabalho do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).