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China critica 'bullying' dos EUA à Venezuela após acordo sobre petróleo

A China criticou o suposto apelo do governo de Donald Trump para que a Venezuela rompa alianças com rivais dos Estados Unidos e classificou a pressão de Wash...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 09:56 · Atualizado há 3 dias
China critica 'bullying' dos EUA à Venezuela após acordo sobre petróleo
Foto: Reprodução / Arquivo

A China criticou o suposto apelo do governo de Donald Trump para que a Venezuela rompa alianças com rivais dos Estados Unidos e classificou a pressão de Washington sobre Caracas como um "ato de bullying" após o acordo anunciado para a entrega de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos americanos.

O uso flagrante da força pelos EUA contra a Venezuela e o pedido para que o país favoreça os EUA ao lidar com seus próprios recursos petrolíferos é um típico ato de intimidação

— afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em uma entrevista coletiva.

Permitam-me enfatizar que a China e outros países têm direitos legítimos na Venezuela que devem ser protegidos

— acrescentou a representante da diplomacia chinesa.

Pequim fez duras críticas à operação militar dos Estados Unidos para capturar Nicolás Maduro no sábado e exigiu a libertação do ex-ditador da Venezuela e de sua esposa, Cilia Flores, levados a Nova York para responder a acusações ligadas ao tráfico de drogas perante a Justiça americana.

A reação da diplomacia chinesa ocorre após Trump ter anunciado um dia antes um acordo para a "entrega" de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que estariam armazenados na Venezuela, após o bloqueio às exportações do produto imposto pela Casa Branca em dezembro, em meio à campanha de pressão sobre o governo de Maduro.

O fornecimento de petróleo à China, que se tornou a principal importadora da Venezuela desde que os EUA começaram a impor sanções ao país, pode ser afetado pelo acordo anunciado na terça por Trump.

Na terça-feira, a imprensa americana também noticiou que a Casa Branca está exigindo que o novo governo da Venezuela, sob a presidente interina Delcy Rodríguez, reduza vínculos com China, Rússia, Irã e Cuba, à medida que a disputa por influência na região surge como uma nova fonte de atrito entre Washington e Pequim.

A pressão dos EUA, noticiada pelo jornal americano New York Times e pela emissora ABC News, representa um desafio à presença chinesa na América Latina, que aumentou nas últimas décadas enquanto outros presidentes americanos destinavam atenção para outras regiões do mundo, como o Oriente Médio.

A crescente assertividade dos EUA na América Latina pode forçar a China a recalibrar sua abordagem em relação à região, embora seja provável que Pequim evite um confronto mais aberto com Washington.

As novas tensões surgem enquanto Trump e o presidente da China, Xi Jinping, se preparam para uma reunião de cúpula em abril, após chegarem a um acordo para uma trégua na disputa comercial no fim de 2025.

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