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MPF pede explicações à Petrobras e ao Ibama sobre vazamento de fluido na Foz do Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá pediu explicações à Petrobras e ao Ibama sobre o vazamento de fluido que levou à interrupção da perfuração na Foz...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 22:00 · Atualizado há 1 semana
MPF pede explicações à Petrobras e ao Ibama sobre vazamento de fluido na Foz do Amazonas
Foto: Reprodução / Arquivo

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá pediu explicações à Petrobras e ao Ibama sobre o vazamento de fluido que levou à interrupção da perfuração na Foz do Amazonas no último domingo (4).

Nos documentos, a procuradoria solicita as informações “com urgência” e estabeleceu prazo de 48 horas para a apresentação das respostas.

Segundo o MPF, os ofícios foram enviados na terça-feira (6), logo após a divulgação do caso pela imprensa.

A petroleira informou, na terça-feira, o interrompimento da perfuração na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho.

O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá pediu explicações à Petrobras e ao Ibama sobre o vazamento de fluido que levou à interrupção da perfuração na Foz do Amazonas no último domingo (4).

Nos documentos, a procuradoria solicita as informações “com urgência” e estabeleceu prazo de 48 horas para a apresentação das respostas. Segundo o MPF, os ofícios foram enviados na terça-feira (6), logo após a divulgação do caso pela imprensa.

A petroleira informou, na terça-feira, o interrompimento da perfuração na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Segundo a estatal, o vazamento, identificado no domingo, foi imediatamente contido e isolado. A operação foi suspendida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas. O Ibama disse ter sido comunicado sobre o caso e que não houve vazamento de petróleo. (leia abaixo)

Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas. — Foto: Arte/g1

atende aos limites de toxicidade permitidos

— Em nota, a companhia afirmou ainda que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que houve um problema de despressurização, que provocou o vazamento de um líquido conhecido como fluido hidráulico, de caráter biodegradável.

Nos próximos dias, a Petrobras fará os reparos e retomará os trabalhos.

— Segundo ele, a estatal manteve contato com o Ibama desde a segunda-feira (5), e o plano de emergência está funcionando conforme o previsto.

Em nota emitida na tarde desta terça, o Ibama informou que foi notificado pela Petrobras por meio do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema).

Segundo o instituto, a estatal declarou que as operações foram interrompidas, as linhas afetadas foram isoladas na superfície e a válvula de fundo foi mantida fechada. (leia a íntegra do comunicado abaixo)

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial — que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval é exclusivo para pesquisa exploratória.

A atividade na região é duramente criticada por ambientalistas, enquanto especialistas em petróleo ressaltam sua importância para a produção.

A perfuração pela estatal começou imediatamente após o aval do Ibama. A previsão é que a exploração dure cerca de cinco meses. Os efeitos concretos da iniciativa, portanto, só poderão ser observados após esse período.

Segundo a Petrobras, o processo prevê a coleta de dados geológicos para verificar a presença de petróleo e gás em escala comercial.

A perfuração é realizada no bloco FZA-M-059, localizado em mar aberto, a cerca de 175 km da costa do Amapá e 500 km da foz do Rio Amazonas, em uma área de águas profundas.

A área está localizada no extremo oeste da Margem Equatorial brasileira e tem cerca de 268 mil km², de acordo com a petroleira. A extensão abrange a plataforma continental, o talude e a região de águas profundas, até o limite entre as crostas continental e oceânica.

A Margem Equatorial é vista como uma das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás no Brasil, com potencial para se tornar um novo “pré-sal”, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).

O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil.

Segundo o MME, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris — o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras.

Bruno Carazza fala sobre exploração da Bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras informa que, neste domingo (04/01), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.

A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo.

Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração.

A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu, no último domingo (04/01), Comunicação Inicial de Incidente da Petrobras sobre a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá.

Consta na Comunicação, enviada via Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), canal oficial de comunicação de acidentes, que durante a circulação de fluido de perfuração do poço (fluido de perfuração de base não aquosa) foi observado o indício de perda e, após inspeção, foi constatada descarga do fluido para o mar.

De acordo com a Petrobras, as operações foram interrompidas, as linhas afetadas foram isoladas em superfície e a válvula de fundo foi mantida fechada. Consequentemente, a descarga foi paralisada. As causas estão em apuração na área competente do Ibama, que acompanha o caso.

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