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Méliuz tem planos de listagem nos EUA e de conversão em banco de bitcoin | Criptomoedas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/08/2025 às 17:15 · Atualizado há 28 minutos
Méliuz tem planos de listagem nos EUA e de conversão em banco de bitcoin | Criptomoedas
Foto: Reprodução / Arquivo

Diego Kolling, diretor de estratégia do Méliuz, disse que os planos da companhia para o longo prazo passam por comprar mais bitcoin (BTC), listar suas ações nos Estados Unidos e eventualmente se converter em um “Bitcoin bank”.

“Temos um plano de três fases: na primeira comprar 600 bitcoins. Fase 2: listagem no mercado americano. Fase 3: nos tornaremos um Bitcoin bank, fornecendo serviços financeiros com bitcoin”, disse o executivo.

O Méliuz anunciou em março que iria se converter em uma empresa de tesouraria de bitcoin nos moldes da Strategy, fabricante de softwares dos EUA fundada pelo maximalista de Bitcoin, Michael Saylor. Até agora, a companhia famosa pelo programa de cashback adquiriu 595,7 BTCs, o equivalente a R$ 374 milhões na criptomoeda.

A ideia do Méliuz é fazer como a empresa americana e se tornar um proxy alavancado do bitcoin na bolsa brasileira. Ou seja, emitir dívida para comprar tokens e ajustar sua percepção de valor à possibilidade de que a ação entregue rendimentos correlacionados, porém superiores ao da criptomoeda.

Para Kolling, a moeda digital será percebida futuramente como uma forma de dinheiro melhor do que a que temos hoje e, consequentemente, irá drenar o prêmio monetário dos outros ativos. “Enquanto nosso caixa estava em Tesouro Direto, tinha que pagar 34% de imposto sobre o que rendia. Ficávamos com 70% do CDI. Mas o pior é que a inflação real da qual deveríamos nos proteger não é a do IBGE, mas a velocidade com que o próprio real é impresso, que está perto de 20% ao ano”, afirma.

Foi esta percepção que, segundo ele, levou à busca pelo bitcoin. “Imóveis, por exemplo, valem mais do que deveriam porque são usados como poupança. O bitcoin deve drenar esse prêmio monetário das outras classes [quando for visto como a melhor poupança]”, avalia.

Kolling diz que o mundo tem US$ 900 trilhões em ativos e só 0,2% disso é bitcoin, algo que ele enxerga como passível de mudança. Além disso, o executivo diz que no longuíssimo prazo o Méliuz deve se tornar um banco de bitcoin, oferecendo serviços financeiros atrelados à criptomoeda. “Poderemos fazer o que o J.P. Morgan faz em dólar só que em bitcoin. Vamos oferecer serviços financeiros usando uma plataforma descentralizada”, explicou, sem entrar em muitos detalhes por ser um plano distante ainda.

No entanto, ele aventou a possibilidade de empréstimos com bitcoin. Apesar da mudança de foco, o executivo defendeu que o Méliuz mantenha sua parte operacional como startup financeira. De acordo com ele, isso traria maior segurança em momentos de queda do bitcoin. “O Méliuz tem 41 milhões de clientes e tem know-how de varejo. Quem tem negócio gera caixa no bear market. Nós geramos ‘bitcoin yield’, mas continuaremos operacionais quando o bitcoin cair”, aponta.

O bitcoin yield a que ele se refere é uma nova métrica financeira desenvolvida para as empresas que atuam como tesourarias de criptomoedas. Ela corresponde às variações na quantidade de satoshis (a menor medida do bitcoin, equivalente a 1 BTC dividido por 100.000.000) que um investidor adquire indiretamente ao comprar uma ação da empresa. “Hoje temos 527 satoshis por ação. O número aumentou em 10 vezes desde o primeiro trimestre”, concluiu. Kolling falou no palco “Be In Crypto” do Rio Innovation Week 2025, evento que ocorre no Rio de Janeiro.

APP da Méliuz, de cupons de desconto e campanhas de cashback — Foto: Instagram/Méliuz

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