Em novembro, o Grupo Mateus abriu dois novos formatos de lojas no país, o Mateus Food Service, espécie de atacarejo de menor porte, e o Spazio, um supermercado empório, ambos com as primeiras unidades no Nordeste, segundo a empresa informou em teleconferência de resultados na manhã desta sexta-feira (14). A companhia publicou balanço de terceiro trimestre na noite de ontem.
O Mateus Food Service inaugurou a sua primeira unidade no início do mês em São Luís, com 1,8 milénio metros quadrados e murado de sete milénio itens para os chamados transformadores, porquê bares, restaurantes, hotéis, entre outros, e ao consumidor final. Porquê tem menor espaço que uma loja tradicional de atacarejo, é mais fácil a sua expansão em cidades com menor espaço disponível.
Ou por outra, também neste mês, a companhia abriu um supermercado empório numa espaço onde já operava a sua loja de atacarejo Mix Mateus (a unidade Mateus João XXIII), para concorrer com empórios regionais.
O ponto foi tema da apresentação a analistas hoje, mas a empresa disse que manterá com projecto mediano de desenvolvimento focado nas operações de atacarejo (com 140 unidades, incluindo a novidade rede comprada, o Novo Atakarejo), além do braço de eletro e de varejo (supermercados).
“Há um zelo com esse tema de expansão e nosso foco continua sendo o mesmo, com lojas maiores que sejam importantes para complementarmos a nossa rota [logística]”, disse Ilson Mateus Rodrigues, presidente do juízo de gestão.
Questionado sobre aberturas em 2026, se seriam na filete de 30 lojas, ele evitou dar um número final.
“Estamos escolhendo, não podemos ter pressa, se serão 25 ou 30 lojas. Vamos ter supermercado e atacarejo, e onde couber lojas de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões serão atacarejo e de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões serão lojas de varejo, mas vamos ir definindo durante o ano”, disse ele.
O Mateus ainda disse que deixou de provisionar Imposto de Renda (IR) amparado em liminares no caso da Lei 14.789/2023. O que aconteceu é que houve reversão das provisões de IR e tributo sobre lucro (CSLL) nos casos em que a companhia possui liminar favorável nas ações que discutem a Lei 14.789/2023.
Essa lei envolve o aumento de tributação das subvenções para investimento, e que afetou duramente o Mateus, com impacto no lucro líquido.
A receita líquida do Mateus subiu 29% no terceiro trimestre, para R$ 10,7 bilhões. O lucro líquido subiu 146%, para R$ 846.573 milhões, considerando proveito de imposto de renda que a empresa teve, de quase R$ 400 milhões, ao contrário do ano anterior, quando ela pagou R$ 60 milhões.