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Manhã no mercado: ‘Payroll’, tarifas de Trump e cenário político no Brasil devem guiar ativos | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 01/08/2025 às 08:26 · Atualizado há 2 dias
Manhã no mercado: ‘Payroll’, tarifas de Trump e cenário político no Brasil devem guiar ativos | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

As ações globais recuam nesta sexta-feira, pressionadas pelas preocupações com o impacto das novas tarifas impostas a diversos países pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira. As alíquotas anunciadas ontem vão de 10% a 41%, segundo a Casa Branca. Em meio a uma agenda local esvaziada, as atenções se concentram na questão comercial e na divulgação relatório de empregos (“payroll”) de julho dos EUA, especialmente após os dados recentes de inflação indicarem certa persistência em níveis mais altos.

Por volta das 8h10 (de Brasília), os índices futuros de Nova York operavam em queda firme: o S&P 500 recuava 1,04%, o Dow Jones caía 1,02% e o Nasdaq perdia 1,25%. Na Europa, o Stoxx 600 recuava 1,19%. Já os rendimentos dos Treasuries de 10 anos avançavam de 4,375% para 4,398%. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,13%, aos 100,102 pontos.

A valorização do dólar reflete a retomada do foco do mercado no diferencial de juros, em meio à resiliência da economia dos Estados Unidos. Nesse cenário, Trump voltou a fazer críticas duras ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na manhã desta sexta-feira. Há pouco, o republicano sugeriu que o comitê “assuma o controle” caso Powell se recuse a reduzir as taxas de juros.

Os participantes do mercado devem seguir atentos aos próximos passos de Trump, já que há algumas semanas rumores de uma substituição antecipada do presidente do Fed gerou uma onda de aversão a risco nos ativos americanos.

No momento, o mercado aponta como majoritária a aposta na manutenção dos juros americanos no nível atual — entre 4,25% e 4,50% — em setembro, ao contrário do que era esperado uma semana atrás. Os números do “payroll” podem ser cruciais para as apostas nos rumos da política monetária nos EUA.

No Brasil, o conflito comercial com os EUA e a escalada tarifária provocaram um aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pesquisas eleitorais. A dinâmica ajudou a elevar um sentimento de aversão a risco local na quinta-feira. A percepção de que uma mudança na condução da política econômica ficou mais distante incentivou a cautela na tomada de decisões.

Nesse contexto, o Ibovespa voltou a se aproximar da marca dos 133 mil pontos, ao encerrar o pregão em queda de 0,69%, aos 133.071 pontos. Os juros futuros registraram forte alta, com destaque para os vértices curtos e intermediários da curva. Já o dólar à vista teve um dia de intensa volatilidade, mas fechou em alta de 0,19%, cotado a R$ 5,6008, o maior nível desde 4 de junho, quando encerrou a R$ 5,6447.

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