Sobre o relatório do mercado de trabalho dos EUA (“payroll”) de abril, economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” projetam que a geração de vagas tenha totalizado 133 mil postos no mês passado, em queda em relação à leitura anterior, de 228 mil vagas. Já a taxa de desemprego deve permanecer em 4,2%, ainda segundo os profissionais. Se houver uma quebra muito grande, indicando chances de uma desaceleração mais forte da economia americana, talvez o maior apetite a risco observado nas últimas semanas desapareça. A probabilidade de uma recessão nos EUA pode minar o bom humor que os agentes financeiros vinham apresentando. Caso contrário, se os números indicarem “pouso suave” da economia, em desaceleração gradual, há espaço para mais busca por risco.
Nesta manhã, perto das 7h55, os índices futuros de Wall Street operavam em alta, com os contratos do S&P 500 registrando valorização de 0,48%, enquanto os do Nasdaq exibiam alta de 0,33% e os do Dow Jones apreciavam 0,47%. Já o rendimento do título do Tesouro americano de dez anos recuava de 4,221% para 4,212%. O dólar recuava na maioria dos mercados mais líquidos, com o índice DXY em queda de 0,46%, aos 99,790 pontos, enquanto a moeda americana depreciava 0,80% ante o rand sul-africano, 0,16% ante o florim da Hungria, mas valorizava 0,36% frente ao peso mexicano.
O que pode estar dando um alívio para os mercados é a notícia de que os EUA estariam em negociação tarifária tanto com o México quanto com a China, e o desenrolar disso será também um guia importante na sessão de hoje. No Brasil, a agenda mais fraca e o pós feriado devem limitar o gatilho para movimentos.