A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,16 bilhões, 64,7% inferior ao valor apurado no mesmo período do ano passado. A ex-estatal teve R$ 9,42 bilhões em receita líquida, queda de 37,1% na comparação anual. O resultado bruto caiu 72,8%, para R$ 3 bilhões.
Além do recuo do faturamento, os custos subiram 61,3% no ano, somando R$ 6,43 bilhões, enquanto a linha de outras receitas operacionais foi de R$ 17,5 milhões para R$ 2,1 milhões, entre o terceiro trimestre de 2024 e 2025 — baixa de 90%.
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Com a conclusão da privatização e assinatura do contrato com a concessão URAE-1 (Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário Sudeste), a Sabesp registrou, no terceiro trimestre de 2024, a bifurcação do ativo financeiro para os ativos relacionados à concessão, antes classificados como “intangíveis”.
O ativo financeiro se refere aos investimentos reversíveis e não totalmente amortizados até o fim do contrato de concessão (de outubro de 2060) que serão indenizados conforme previsto no contrato da URAE-1.
No terceiro trimestre do ano passado, o ativo gerou R$ 5,28 bilhões no lucro líquido e R$ 8,82 bilhões de receita bruta. Já entre julho e setembro de 2025, o ativo registrou R$ 154 milhões em receita bruta e R$ 92 milhões de lucro líquido.
Fora isso, a companhia destacou que já recebeu R$ 1,12 bilhão em precatórios, do R$ 1,95 bilhão aprovados.
O resultado financeiro passou de perdas de R$ 524,5 milhões há um ano, para representar ganhos de R$ 707,1 milhões entre julho e setembro de 2025.
O resultado antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 3,07 bilhões, uma perda de 70,6% contra o Ebtida do terceiro trimestre do ano passado. A margem do indicador recuou 37 pontos percentuais (p.p.), chegando a 33%.
A Sabesp investiu 175% mais no trimestre em relação a um ano antes, destinando R$ 3,98 bilhões às suas operações de água e esgoto, “com foco em melhorias de infraestrutura e projetos de expansão diretamente voltados ao cumprimento das metas de universalização”.