Publicidade
Capa / Econômia

Lula diz que Brasil 'enxuga gelo' ao combater déficit habitacional | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/04/2025 às 13:41 · Atualizado há 5 dias
Lula diz que Brasil 'enxuga gelo' ao combater déficit habitacional | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (8) que o Brasil está "enxugando gelo" no combate ao déficit habitacional e que vê os incentivos ao setor, como investimentos, não sendo gastos. Ele também fez críticas indiretas ao governo do antecessor, Jair Bolsonaro (PL), e disse que o país não pode ser governado com bravatas e mentiras. O petista ainda alfinetou quem "vive de especulação", ao defender seu projeto de reforma da taxação da renda.

Ao discursar na abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), em São Paulo, Lula disse que há 51 anos se dizia que o déficit era de 7 milhões de casas, e que o número ainda é o mesmo hoje. "[São] 7 milhões de casas, mesmo sendo o meu governo o que mais construiu casas. Isso significa que nós estamos enxugando gelo. Nós precisamos fazer muito mais", disse.

Ele cobrou seus auxiliares a trabalharem pela melhoria da qualidade dos imóveis. "Companheiros e companheiras do governo, nós precisamos dar um salto de qualidade naquilo que nós fizemos nos mandatos anteriores", disse. Lula estava acompanhado dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Márcio França (Empreendedorismo), Jader Filho (Cidades) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), além do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

"Esse país foi semidestruído; vocês sabem como é que estava esse país", disse o presidente à plateia, formada sobretudo por representantes do setor de construção.

Em comparação indireta com o período de Bolsonaro, Lula afirmou que o Brasil precisa de "civilidade" entre Poderes e sociedade. "Ninguém consegue governar esse país com bravatas. Já não deu certo durante muito tempo. Nem com mentira, porque já não deu certo também. [...] Esse país precisava de uma vez por todas evitar bravatas."

Ele também destacou a importância das estabilidades política, fiscal, econômica e da segurança jurídica. "Ninguém pode ser pego todo dia de surpresa com alguma novidade que acontece em algum lugar desse país", discursou, falando ainda da necessidade de previsibilidade para o setor privado orientar seus investimentos.

Lula também elogiou a capacidade de articulação política do governo, citando nominalmente Haddad, ao mencionar iniciativas como a PEC da Transição e a reforma tributária. Sobre a PEC aprovada ainda antes do início de seu mandato, Lula afirmou que "esse país não tinha previsão sequer de pagar as dívidas do outro presidente".

"Se a gente brinca de enganar, achando que a gente pode dizer o que a gente quiser, [...] não dá certo. Esse país não pode ser vítima de um cavalo de pau", disse Lula, afirmando que acha que "não vai dar certo" o que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está fazendo, ao anunciar o "tarifaço" e impor barreiras comerciais ao resto do mundo. Para ele, o Brasil tem que agir com "equilíbrio" e levar em conta sua própria realidade, indicando resistência à adoção de retaliações imediatas.

Lula disse ainda estar certo de que o projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000 será aprovado no Congresso, "porque é uma coisa de fazer justiça social". Ele voltou a criticar os cidadãos de alta renda pela resistência ao aumento proporcional da taxação, proposto pelo governo. "Vocês acreditam que tem gente que não quer [pagar imposto]?", disse. “O dinheiro tem que circular na mão de todos, não pode ficar concentrado na mão de meia dúzia, vivendo de especulação, recebendo dividendo e aplicando.”

Em meio à pior crise de popularidade de seus três mandatos, o presidente voltou a defender a oferta de crédito para a população e procurou demonstrar otimismo, falando que o país vive "um milagre" na microeconomia, impulsionando o crescimento. "Eu não voltei a ser presidente para fazer, no terceiro mandato, um governo pior do que eu fiz no primeiro. [...] Queremos entregar esse país para que os nossos filhos e netos possam viver num país de classe média", declarou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), em São Paulo — Foto: Divulgação/Palácio do Planalto

Source link

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade