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Lucro da Coty cai 89% no 2º tri fiscal, com desaceleração do consumo e marcação a mercado de ações | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2025 às 19:21 · Atualizado há 6 dias

A perfumaria e fabricante de cosméticos Coty registrou lucro atribuído aos controladores de US$ 20,4 milhões no segundo trimestre fiscal de 2025, queda de 89% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação ficou em US$ 0,02, queda de 90%.

No critério ajustado, desconsiderando os impactos negativos da marcação a mercado de um swap de ações, o lucro recuou 57%, para US$ 98,8 bilhões, enquanto o lucro por ação foi de US$ 0,11.

O lucro operacional da companhia francesa cresceu 8%, para US$ 333,7 milhões. Já o Ebitda ajustado somou US$ 390,7 milhões no último trimestre, avanço de 7%, com margem Ebitda ajustada de 23,4%, ganho de 2,2 pontos percentuais.

A receita da Coty caiu 3% no comparativo anual, somando US$ 1,67 bilhão, em linha com as estimativas de analistas de mercado. O resultado reflete a queda de 8% na divisão de negócios de consumo de massa (consumer beauty, em inglês) no último trimestre. Essa desaceleração já vinha sendo apontada pela companhia nos relatórios de trimestres anteriores.

O pior resultado foi na região de Ásia e Pácifico, com tombo de 11% nas receitas, principalmente devido à menor demanda na China. A Coty também destacou as menores vendas de produtos corporais no Brasil e de maquiagem nos Estados Unidos, que contribuíram para o recuo de 7% na receita das Américas.

A exceção foi a região Emea, que inclui Europa, Oriente Médio e Norte da África, que cresceu 4%. O resultado reflete o crescimento por “vários mercados europeus”, como Portugal, Espanha, Irlanda e Reino Unido, além do bom desempenho também na África graças a um novo distribuidor na região.

Apesar das menores vendas de beleza e consumo massivo, a Coty afirma que o mercado global de fragrâncias “continua robusto” em todas as faixas de preços, com o desempenho de perfumaria compensando parcialmente as perdas das demais categorias de massa. A linha Vibes da Adidas, segundo a Coty, foi o maior lançamento no segmento de massa nos últimos dez anos.

A categoria de prestígio, que inclui as fragrâncias de luxo, “continua a ter desempenho acima da média do mercado”, segundo a Coty, e cresceu duplo dígito no último trimestre. Um dos destaques foi o lançamento de Daisy Wild, da Marc Jacobs, além do portfólio da Hugo Boss.

A menor demanda, porém, se reflete em um descompasso entre o repasse aos varejistas e a venda ao consumidor final, de acordo com a Coty. As ações da Coty chegaram a subir mais de 8% no pós-mercado de Nova York, mas, no início da noite, registravam queda de 5,47%, cotadas a US$ 6,40. No pregão regular, os papéis haviam avançado 0,15%, cotados a US$ 6,77.

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