A estratégia de diversificação e o impulso do mercado de renda fixa em 2024 garantiram à B3 um lucro líquido de R$ 4,57 bilhões no ano, quase 11% maior que em 2023. Em termos recorrentes, o avanço foi de 4%, para R$ 4,8 bilhões. A receita da companhia avançou 6,6%, para R$ 10,6 bilhões.
No quarto trimestre, o lucro líquido cresceu cerca de 29%, para R$ 1,17 bilhão. Excluindo fatores não recorrentes, o avanço foi de 13,6%, para R$ 1,2 bilhão. A receita cresceu 7%, para R$ 2,7 bilhões.
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“O resultado ficou dentro do esperado, considerando que 2024 foi um ano com bastante turbulência. Apesar disso, foi um período importante para mostrarmos, através dos números, a força da nossa estratégia de fortalecimento da agenda de produtos e a expansão da nossa atuação para outras áreas”, disse André Veiga Milanez, diretor financeiro e de relações com investidores da B3, ao Valor.
Para Milanez, a diversificação se mostrou uma estratégia acertada em um período complexo como foi em 2024. “Ela reforça que a B3 é muito mais do que apenas uma bolsa de ações”. “Obviamente, esse é um negócio importante para nós, mas a B3 é maior que ele”, apontou.
O segmento listado, que inclui ações, gerou receita de R$ 6 bilhões no ano completo, 1,8% superior ao apurado em 2023. No período, a queda no volume de negociação de ações foi compensada pelo crescimento no volume de negociação de outros ativos como BDRs, fundos de investimento imobiliário e ETFs. De outubro a dezembro, a receita do segmento cresceu quase 6%, para R$ 1,5 bilhão.
Em 2025, o cenário não parece “superanimador” para o mercado de ações, diz o executivo, mas há uma expectativa para um crescimento, ainda que moderado, das receitas. “Talvez o mercado de renda fixa possa também desacelerar um pouco, mas ainda há muita demanda e oportunidades para crescimento.”
No segmento balcão, que possui a maior parte da sua receita ligada à renda fixa, o faturamento foi de R$ 1,6 bilhão no ano passado, o que representa um avanço de 16,4% ante 2023. No último trimestre, a receita com essa linha de negócio cresceu 9%, para R$ 436,3 milhões.
O segmento de tecnologia, dados e serviços gerou receita de R$ 2,15 bilhões, 10,5% maior que em 2023. No quarto trimestre, o avanço foi de 9,7%, para R$ 572,5 milhões.
As despesas recuaram quase 8% no ano, para R$ 3,39 bilhões, devido ao fim da amortização dos ativos intangíveis reconhecidos na combinação com a Cetip. Se esse efeito fosse excluído, elas teriam crescido 7,5%.