A principal líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, prometeu retornar rapidamente ao país e elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela ação militar que derrubou o ditador Nicolás Maduro. A vencedora do Prêmio Nobel da Paz pediu a convocação de novas eleições e disse que seu movimento estaria pronto para vencer uma disputa livre no país.
Estou planejando voltar à Venezuela o mais rápido possível
— afirmou Corina Machado, advogada e mãe de três filhos, que deixou a Venezuela disfarçada em outubro para receber o Nobel da Paz, que dedicou a Trump. "Acreditamos que essa transição deve avançar", acrescentou em entrevista à Fox News.
As declarações ocorrem depois de a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, ter sido empossada como presidente interina do país e de Trump ter afirmado que os EUA estavam negociando com membros do governo de Maduro depois da ação que depôs o ditador.
Na segunda-feira, os chamados "colectivos", milícias armadas que defendem o regime, começaram a patrulhar as ruas de Caracas, no início de uma repressão a possíveis dissidentes e apoiadores da ação americana contra a Venezuela.
A volta da opositora, que liderou protestos contra o governo após a vitória considerada fraudulenta de Maduro nas eleições presidenciais de 2024, pode gerar novas turbulências no país. Mas Corina Machado defendeu a realização de um novo pleito para dar sequência à transição após a queda de Maduro.
Vencemos uma eleição por uma margem esmagadora sob condições fraudulentas. Em eleições livres e justas, venceremos com mais de 90% dos votos
— disse ela.
Corina Machado disse que não conversa com Trump desde 10 de outubro, quando o Nobel da Paz, desejado pelo presidente americano, foi oficialmente anunciado.
Em entrevista ontem, Trump afirmou que os EUA precisam primeiro "consertar" a Venezuela antes de qualquer nova eleição, classificando como irrealista um prazo de 30 dias para a realização de um novo pleito no país.
Temos que consertar o país primeiro. Não dá pra ter uma eleição. Não há como as pessoas sequer votarem
— disse Trump à emissora NBC.
Na primeira entrevista desde que Maduro foi capturado pelos EUA no fim de semana, a opositora não revelou onde está e nem deu detalhes sobre seu retorno à Venezuela, onde é alvo de um mandado de prisão.
Para a decepção de ativistas da oposição e da grande diáspora - um em cada cinco venezuelanos deixou o país durante o colapso econômico recente -, Trump deu poucos sinais de apoio a Corina Machado.
No sábado, quando detalhou a operação contra Maduro, e em declarações posteriores, Trump afirmou que a líder da oposição não tem o apoio e o respeito do povo venezuelano, praticamente descartando um apoio imediato a uma mudança de regime.
Até então, o governo americano espera trabalhar com Delcy, uma alinhada ferrenha de Maduro que denunciou a ação de Trump como um "sequestro", mas que, ao mesmo tempo, defendeu cooperação e relações amistosas com Washington.
Delcy Rodríguez, como você sabe, é uma das principais arquitetas da tortura, da perseguição, da corrupção e do narcotráfico
— disse Corina Machado. "Ela é uma aliada central e elo Rússia, China e Irã. Certamente não é alguém em quem investidores internacionais possam confiar e é amplamente rejeitada pelo povo venezuelano."
Corina Machado, que nos últimos anos galvanizou uma oposição fragmentada e desmoralizada, foi enfática nos elogios a Trump, dizendo que entregaria pessoalmente ao presidente americano o Prêmio Nobel da Paz que ela recebeu.
Ele provou ao mundo o que quer dizer. O dia 3 de janeiro ficará para a história como o dia em que a justiça derrotou uma tirania
— afirmou ela sobre a operação contra Maduro.
Quero dizer hoje, em nome do povo venezuelano, o quanto somos gratos por sua visão corajosa, pelas ações históricas que ele tomou contra esse regime narcoterrorista. É um enorme passo rumo a uma transição democrática
— acrescentou.
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