As forças armadas de Israel abriram fogo nesta terça-feira (10) contra pessoas que se aproximavam de um posto de distribuição de ajuda humanitária da fundação apoiada pelos Estados Unidos. Os tiros deixaram 17 mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades de saúde locais. Essas vítimas se somam a outras 8 que foram mortas durante uma investida a uma casa em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza.
Médicos informaram que as vítimas do centro de ajuda humanitária foram levadas às pressas para dois hospitais, o Hospital Al-Awda, no campo de Nuseirat, na região central do enclave palestino, e o Al-Quds, na Cidade de Gaza.
O exército israelense afirmou que suas tropas dispararam os tiros de advertência “a centenas de metros do local de distribuição de ajuda, antes do horário de abertura, e contra os suspeitos que representavam uma ameaça às tropas” e disse estar ciente dos relatos de que vários ficaram feridos, mas argumentou que os números divulgados pelas autoridades de saúde locais não condiziam com as informações coletadas.
Na semana passada, o exército de Israel havia alertado aos palestinos para não se aproximarem das rotas que levam aos locais da Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), apoiada pelos EUA, entre 18h e 6h (horário local), descrevendo essas estradas como “zonas militares de acesso restrito”.
A GHF começou a distribuir alimentos em Gaza no fim de maio, sob um novo modelo de distribuição de ajuda que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), não é imparcial nem neutro. Muitos moradores de Gaza dizem que precisam caminhar por horas para chegar aos locais, o que significa que precisam começar a viajar bem antes do amanhecer para terem alguma chance de receber alimentos.
Os que buscam de ajuda nos postos da GHF descrevem cenas de desordem, destacando que as rotas de acesso aos locais têm sido assoladas por caos e violência.
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