O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, conversaram por telefone diversas vezes desde que Israel iniciou seus ataques ao Irã na semana passada, em uma tentativa de encontrar uma solução diplomática para a crise, disseram três diplomatas à Reuters.
De acordo com os diplomatas, Araqchi disse que Teerã não retornaria às negociações a menos que Israel interrompesse os ataques.
As fontes disseram que as negociações incluíram uma breve discussão sobre uma proposta dos EUA dada ao Irã no final de maio, que visa criar um consórcio regional que enriqueceria urânio fora do Irã, uma oferta que Teerã rejeitou até agora.
As conversas telefônicas desta semana foram as mais substanciais desde que os dois iniciaram as negociações em abril. Nessas ocasiões, em Omã e na Itália, os dois trocaram breves palavras quando se encontraram após conversas indiretas.
Um diplomata regional próximo a Teerã disse que Araqchi havia dito a Witkoff que Teerã "poderia mostrar flexibilidade na questão nuclear" se Washington pressionasse Israel a encerrar a guerra.
Um diplomata europeu disse: "Araqchi disse a Witkoff que o Irã estava pronto para retornar às negociações nucleares, mas não poderia se Israel continuasse com seus bombardeios."
Além de breves encontros após cinco rodadas de negociações indiretas desde abril para discutir a disputa nuclear de décadas no Irã, Araqchi e Witkoff não haviam mantido contatos diretos anteriormente.
Um segundo diplomata regional que falou à Reuters que "a (primeira) ligação foi iniciada por Washington, que também propôs uma nova oferta" para superar o impasse.
O presidente dos EUA, Donald Trump, quer que Teerã acabe com o enriquecimento de urânio em seu território, enquanto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que o direito de Teerã ao enriquecimento não é negociável.
Trump tem mantido segredo sobre se ordenará que as forças americanas se juntem à campanha de bombardeios israelense.