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Helicópteros das Operações Especiais dos EUA podem ter voado perto da Venezuela, diz jornal | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 16/10/2025 às 13:32 · Atualizado há 2 dias
Helicópteros das Operações Especiais dos EUA podem ter voado perto da Venezuela, diz jornal | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

Helicópteros das Forças de Operações Especiais dos Estados Unidos podem ter voado próximos à costa da Venezuela, segundo o jornal The Washington Post. O jornal fez uma análise com base imagens que circularam nas redes sociais no início de outubro e que pareciam mostrar helicópteros de ataque MH-6 Little Bird e MH-60 Black Hawk.

A análise visual das plataformas e do terreno visível indica que os helicópteros estavam voando ao largo da costa nordeste de Trinidad, a menos de 90 milhas (cerca de 144 km) da costa venezuelana.

Ainda de acordo com o Washington Post, um funcionário do governo americano relatou que os helicópteros estavam realizando exercícios de treinamento para fornecer informações para o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Pentágono (sede da Defesa dos EUA) nas missões em andamento na região. Ele alertou que os voos não devem ser interpretados como ensaios para um ataque terrestre à Venezuela.

Apesar disso, o jornal destacou que a aproximação pode servir como preparação para um conflito contra supostos traficantes de drogas, além de operações dentro da Venezuela.

Desde agosto, os Estados Unidos vêm atacando embarcações que supostamente transportavam drogas do país sul-americano em águas internacionais. Ao menos 27 pessoas já morreram, conforme divulgado pelas autoridades americanas.

O ataque mais recente foi informado pelo país na terça-feira (14). Na quarta (15), o presidente Trump afirmou que autorizou a CIA a conduzir missões na Venezuela, marcando uma forte escalada nos esforços da Casa Branca para pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro.

Trump alegou, durante coletiva na Casa Branca, que autorizou as ações após prisioneiros, incluindo indivíduos de instituições de saúde mental, libertados pela Venezuela irem para os Estados Unidos, muitas vezes cruzando a fronteira, o que ele descreve como "política de fronteira aberta". O republicano não detalhou quais fronteiras seriam essas.

Outro motivo, segundo Trump, é a grande quantidade de drogas que entram nos Estados Unidos e que são originárias do país sul-americano.

“Operações letais” contra Maduro

Segundo o The New York Times, que revelou o plano, a medida permite que a CIA realize “operações letais” na Venezuela e uma série de ações no Caribe com o objetivo de derrubar o regime de Maduro.

A escala do reforço militar na região é substancial: atualmente, há 10.000 soldados americanos na região, a maioria em bases em Porto Rico, mas também um contingente de fuzileiros navais em navios de assalto anfíbio. Ao todo, a Marinha possui oito navios de guerra de superfície e um submarino no Caribe.

A estratégia do governo Trump para a Venezuela, desenvolvida pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, com a ajuda de John Ratcliffe, o diretor da CIA, visa tirar Maduro — acusado de fraudar a eleição de julho do ano passado — do poder para entregá-lo à oposição.

Em carta, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano afirmou que enviaria uma queixa contra o país, pedindo “a responsabilização do governo americano e a adoção de medidas urgentes para impedir uma escalada militar no Caribe".

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