O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta noite que a transição climática será, com a inteligência artificial, o maior desafio para os países daqui para frente. Para algumas nações o tema trará apenas "problemas", para outras, como o Brasil, haverá "problemas e oportunidades".
As declarações foram dadas durante o XXVII Congresso Internacional de Direito Constitucional, realizado pelo IDP, em Brasília. O ministro participa de um painel sobre "Transição Ecológica e Estrutura Produtiva". A sua pasta lidera o Plano de Transformação Ecológica do governo federal.
Haddad avaliou que existe um "ecossistema em torno da questão ecológica" que pode significar "um ganho econômico considerável" para os países que souberem aproveitar as oportunidades. Ele citou como exemplo áreas como biocombustíveis, biofertilizantes, substituição de tecido sintéticos e economia circular.
Ele também destacou que desenvolvimento econômico e sustentabilidade não são temas antagônicos, apesar de muitos países tratarem os assuntos assim.
"Brasil é um dos poucos países do G20 que o ministro das Finanças é amigo da ministra do Meio Ambiente. Não há mais como falar de desenvolvimento sem falar de sustentabilidade", afirmou Haddad.
Ele disse que o Brasil enfrentou "exemplarmente" as enchentes que aconteceram no Rio Grande do Sul, e a seca que atingiu a Amazônia e o Pantanal. Porém, reconheceu que ainda há um desafio em relação à seca.
"Há um desafio novo para nós agora, que é enfrentar incêndio em floresta úmida, que está ficando seca e vulnerável a incêndio", comentou o ministro.
Por fim, ele avaliou que a transição ecológica no mundo está atrasada, o que trará desafios para os países.