O governo de Donald Trump informou à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que seu governo precisa atender às exigências da Casa Branca antes de ser autorizado a aumentar a produção de petróleo. Além disso, Caracas deve concordar em firmar uma parceria exclusiva com Washington para a exploração e priorizar o mercado americano na venda da commodity.
As informações são da emissora americana ABC News, que ouviu três fontes familiarizadas com os planos do governo Trump. Além do domínio americano sobre o petróleo venezuelano, Caracas também deverá romper laços econômicos com China, Rússia, Irã e Cuba como parte das exigências de Trump, que ameaça a Venezuela com novas ações militares.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria afirmado a parlamentares, em uma reunião reservada na segunda-feira, que acredita que os EUA poderão forçar a Venezuela a ceder porque seus navio-tanque de petróleo já estão cheios, segundo a ABC. Ele também disse que Washington estima que Caracas tenha apenas algumas semanas antes de se tornar financeiramente insolvente sem a venda do petróleo.
O veto à venda do petróleo venezuelano a China e Rússia foi revelado após Trump ter anunciado ontem um acordo em que a Venezuela entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, que serão vendidos a preço de mercado.
Esse petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos
O secretário de Energia, Chris Wright, que será responsável pelo acordo com Caracas, afirmou hoje que Washington pretende manter controle significativo sobre a indústria petrolífera venezuelana, inclusive supervisionado a venda da produção nacional "por tempo indeterminado".
Daqui para frente, venderemos no mercado a produção que sair da Venezuela
— disse ele em uma conferência de energia do banco Goldman Sachs perto de Miami, sem esclarecer sob que base legal o governo dos EUA atuaria.
Wright acrescentou que o governo Trump está em um "diálogo ativo" com as novas lideranças da Venezuela, assim como as empresas petrolíferas dos EUA. Na sexta-feira, segundo a Casa Branca, Trump deve se reunir com executivos das principais companhias americanas do setor.
Em paralelo, a emissora CNBC informou que, como parte do acordo com a Venezuela, os EUA reduzirão as sanções impostas ao país durante a campanha de pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, capturado no último sábado durante uma operação militar americana em Caracas.
Os cerca de 50 milhões de barris do acordo seriam apenas o primeiro lote, e as vendas continuarão por tempo indeterminado, segundo disseram fontes do governo americano à CNBC. O petróleo em negociação está sob as sanções dos EUA e seriam destinados à China, de acordo com a emissora.
Mais cedo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, criticou o que classificou como um "ato de bullying" dos EUA contra a Venezuela, ao comentar a informação de que o governo Trump está pressionado para que Caracas rompa com rivais de Washington.
O uso flagrante da força pelos EUA contra a Venezuela e o pedido para que o país favoreça os EUA ao lidar com seus próprios recursos petrolíferos é um típico ato de intimidação
— disse ela. "Permitam-me enfatizar que a China e outros países têm direitos legítimos na Venezuela que devem ser protegidos."
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