O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (05) que o governo pode discutir outras formas de compensação para a proposta de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Ele deu as declarações ao chegar para uma reunião com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro Fernando Haddad.
Desde que foi eleito, Motta tem dito que o Congresso "já deu a sua contribuição" para votar matérias que impliquem em aumento da carga tributária, e que acha complicado que novas medidas nesse sentido sejam aprovadas. A taxação de pessoas de alta renda é a compensação apresentada pela equipe econômica pagar bancar a isenção maior do IR.
"É uma discussão casada. Você não está fazendo só aumento de arrecadação. Está se fazendo as duas coisas e cumprindo as regras do país, de que quando se faz um benefício, tem que compensar. Foi isso que pleiteamos na questão da desoneração da folha e do Perse, para não ter um benefício criado sem compensação. Ou seja, se não for ter compensação, não tem benefício", disse Durigan.
Questionado se o governo poderia considerar outros formatos de compensação, ele respondeu afirmativamente. "Pode ser pensado algum outro tipo, desde que haja compensação", completou.
Sobre a possibilidade de derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a trechos da regulamentação reforma tributária que tratam dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e do Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), o secretário disse esperar que sejam mantidos. Já Motta tem dito que há "grande disposição do Congresso" para a derrubada.
"Sempre há espaço para discutir, mas a minha expectativa é que não reveja os vetos e trate para frente o que tiver que ajustar".
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