A meta da empresa de tecnologia LWSA para 2025 é acelerar o crescimento de receita e lucro, disse o executivo-chefe da empresa, Rafael Chamas, nesta sexta-feira (9), em teleconferência com analistas. “O foco integral da companhia é em destravar valor e com ativos que a gente já tem aqui”, disse ele, deixando claro que empresa não está de olho em fusões e aquisições, mas em ampliar as vendas dentro dos ativos já existentes.
A integração da equipe de marketing, iniciada no fim de 2024, é uma das estratégias da empresa para reduzir custos na operação. Atualmente, a LWSA tem 3.500 funcionários.
A companhia promoveu 16 fusões e aquisições de 2019 a 2022. O foco, agora, é elevar as vendas de produtos resultantes destas aquisições entre a base de clientes e ampliar a base.
O investimento em ferramentas de inteligência artificial (IA) é um “foco preponderante”, segundo o executivo, para ampliar o pacote de produtos vendidos aos clientes. Chamas, que assumiu em fevereiro o comando da companhia de e-commerce, gestão, serviços financeiros e de serviços de nuvem, atuava como diretor financeiro desde 2016.
O executivo afirmou que “o foco em crescimento também envolve aumento de despesas”, mas que não entra em conflito com a meta de rentabilidade da companhia. No primeiro trimestre, a empresa teve uma redução das despesas de capital, mas informou que a média do quarto trimestre de 2024 deve servir de base para as despesas ao longo de 2025.
Entre janeiro e março, a empresa reportou investimento em imobilizado de R$ 4,3 milhões e em desenvolvimento de R$ 20,7 milhões, ante gastos de capital de R$ 8,9 milhões (imobilizado) e R$ 25,5 milhões (desenvolvimento).
O diretor financeiro e de relações com investidores, André Kubota, também explicou a analistas que a despesa de R$ 10,6 milhões decorrente da antecipação de recebíveis na operação de pagamentos — modalidade escolhida pela companhia para o financiamento do capital de giro nas operações de pagamentos — será normalizada ao longo do ano.
Custos com a migração de infraestrutura de computação em nuvem de algumas empresas do grupo no 1º trimestre foram pontuais, segundo a empresa.