Começamos o ano com a cobertura da feira e conferência Consumer Electronics Show (CES) como um dos principais destaques da newsletter de inteligência artificial (IA).
Diretamente de Las Vegas, nos Estados Unidos, a repórter do Valor, Daniela Braun, nos conta o que há de novo e o que os players estão apresentando em um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo.
Investimentos, manufatura, finanças e muitos outros assuntos envolvendo inteligência artificial estão em destaque nesta edição da newsletter de inteligência artificial do Valor.
Vamos às atualizações das últimas notícias!
Entenda como a IA vai facilitar a sua interação com a TV
Alguns dos fabricantes globais de televisores apresentaram na CES a tendência de avançar com a inteligência artificial generativa (IA Gen) nos novos aparelhos. TCL, Samsung e LG estão entre as grandes marcas que investem na tecnologia.
A IA Gen é o ‘chatbot’, ou robô, que gera conteúdo, imagens, vídeo e texto, entre outras funções.
Mas o que veremos de diferente na TV com assistente de IA a bordo?
O que os fabricantes explicam é que a tecnologia nos trará facilidades. Com o Gemini, do Google, por exemplo, sensores de proximidade e microfones, a TCL promete mudar a interação do usuário com a TV.
A Samsung afirma que a tecnologia permitirá que os usuários pesquisem informações sem interromper o conteúdo exibido na tela, com o Copilot, da Microsoft, à frente do serviço. Confira os detalhes na reportagem.
A economia global pode ‘patinar’, mas as empresas não perdem confiança no consumo; veja por que
Bem, a CES é o reflexo do consumo de eletrônicos, mas os sinais de desaceleração da economia global deixam as empresas em estado de alerta.
Nas últimas semanas, o Valor ouviu executivos do setor de publicidade sobre o cenário traçado para o país, que exigirá o emprego de mais criatividade e tecnologia. Observe que o mercado publicitário deve desacelerar em 2025, mas ainda crescerá acima do PIB.
Enquanto a CES segue em Las Vegas, o público fica animado com as novidades em demonstração. Mas, e depois que o show acabar?
O desafio dos fabricantes será levar o consumidor às compras. Você pode verificar aqui as expectativas do mercado.
Na visão da Nvidia, a robótica está logo ali, virando a esquina
A inteligência artificial que entende as leis da física, que pode trabalhar entre nós, se mover entre nós, esta é a ‘IA física’, como vem sendo chamada a próxima onda da tecnologia.
Um dos entusiastas dessa nova fronteira é o executivo-chefe (CEO) da Nvidia, Jensen Huang. A Nvidia tem aparecido como uma estrela nesse cenário de explosão da IA.
“A IA física revolucionará indústrias de manufatura e logística de US$ 50 trilhões. Tudo o que se move — de carros e caminhões a fábricas e armazéns — será robótico e incorporado pela IA
— Jensen Huang
Na CES, Huang destacou a Nvidia Cosmos, que denominou como "um modelo global de treinamento de modelos de IA para o mundo físico", incluindo robôs humanoides e veículos autônomos.
Para o CEO, "a era da robótica está logo ali, virando a esquina", o desafio é treinar os robôs.
Investir perigosamente, é assim que investidores caminham, diz o “Financial Times”
O jornal “Financial Times” relata que os mercados se comportaram como uma montanha-russa nos últimos dias de 2024, um lembrete de que os investidores caminham para um ano em que viverão perigosamente.
A reportagem conta que alguns até afirmam que um novo paradigma alimentado pela IA torna os velhos e chatos ciclos de negócios e do mercado coisas do passado. Verifique como o jornal chegou a essa conclusão.
Para Axel Blikstad, fundador da B2V Crypto, o mercado de capitais brasileiro ainda não acordou para o potencial dos ativos digitais em ampliar a rentabilidade das carteiras.
"As pessoas falavam que não investiam [em cripto] por causa do risco regulatório", opina Blikstad. "Isso praticamente sumiu do mapa. Nos próximos quatro anos, teremos um governo [nos EUA] que, tudo indica, quer estar nesse ecossistema e ser muito importante em IA e cripto."
Chairman da Hitachi tenta ‘seduzir’ Trump e reivindica para o Japão o trabalho de manufatura
A poucos dias de Donald Trump retornar como presidente dos Estados Unidos, e com a perspectiva de grandes mudanças na política econômica e comercial americana, o presidente do conselho administrativo da Hitachi, Toshiaki Higashihara, disse que o grupo industrial japonês pode desempenhar um papel na construção da infraestrutura dos Estados Unidos que as empresas de tecnologia não podem.
As empresas de tecnologia dos Estados Unidos estão gastando dinheiro em grandes modelos de linguagem — as plataformas para inteligência artificial generativa. Mas elas podem dominar apenas com isso?
— Toshiaki Higashihara
Confira os detalhes na entrevista do jornal ‘Nikkei Asia’, publicada pelo Valor.
Pouco antes de o novo presidente dos EUA assumir, a Meta já mudou sua política, causando preocupações
Enquanto a indústria busca espaço, as redes sociais se alinham a Trump, revendo medidas, como é o caso da Meta, de Mark Zuckerberg. Trump e Elon Musk, por sua vez, comemoram as mudanças.
Essa iniciativa provocou reações. Mais de 60 organizações lançam carta aberta contra nova política da Meta sobre moderação de conteúdo.
No Brasil, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP) propôs convidar a Meta a se explicar. Confira também a análise do jornalista César Felício sobre o caso.
O que o Supremo Tribunal Federal pensa a respeito da iniciativa da Meta?
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