O candidato Guilherme Boulos (Psol) explorou denúncias e suspeitas contra o seu adversário na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), no debate promovido pela TV Record em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo", na noite deste sábado (19).
Boulos citou a “máfia das creches”, afirmou que a atual gestão municipal é marcada por “escândalos e esquemas” e insistiu, por diversas vezes, para Nunes abrir seu sigilo bancário, indicando que ele tem irregularidades que tenta esconder.
“Quando tem focinho de rato, rabo de rato, cara de rato, não é ursinho carinhoso. É rato”, disse, sem citar diretamente o prefeito.
Em outro momento, quando Nunes afirmou que Boulos quer manter os bandidos soltos, o candidato do Psol retrucou. “Concordo com Ricardo que bandido tem que estar preso e não em debate”, afirmou Boulos, em crítica ao prefeito.
Nunes revidou citando o caso da “rachadinha” do deputado André Janones (Avante-MG) para atacar Boulos. Relator de uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra Janones, o deputado do Psol pediu o arquivamento do caso. “Sair de São Paulo para fortalecer rachadinha, corrupção, é lamentável’, disse Nunes. “Que moral você tem para fazer pedido de abertura de conta? Você não tem tamanho para isso”, atacou o prefeito.
“Se você é integro e correto, por que não abre o sigilo bancário? Não abre porque você tem o que esconder”, disse Boulos. Na sequência, voltou a citar a relação familiar de um servidor da prefeitura com o Marcola, chefe da organização criminosa PCC. O candidato do Psol questionou Nunes sobre a atuação de Eduardo Olivatto, chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), responsável por obras sem licitação no atual governo.
Source link