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EUA e Colômbia convocam embaixadores em meio à suspeita de complô para derrubar Petro | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/07/2025 às 21:26 · Atualizado há 1 dia
EUA e Colômbia convocam embaixadores em meio à suspeita de complô para derrubar Petro | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

Os Estados Unidos convocaram para consultas o principal representante diplomático do país na Colômbia por causa de declarações que, segundo Washington, teriam sido feitas nos altos escalões do governo de Gustavo Petro. Bogotá reagiu e também chamou de volta seu embaixador nos EUA.

Em um comunicado, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, disse que John McNamara, que ocupa interinamente o posto de encarregado de negócios da embaixada americana em Bogotá, foi convocado para "consultas urgentes" após "declarações infundadas e repreensíveis dos mais altos níveis do governo da Colômbia".

"Além da convocação do encarregado, os EUA estão adotando outras medidas para deixar clara nossa profunda preocupação com o estado atual de nosso relacionamento bilateral", dizia a nota, sem especificar quais seriam as ações contra a Colômbia.

Após o anúncio, o presidente da Colômbia informou que havia chamado de volta a Bogotá o embaixador do país em Washington, Daniel Garcia-Pena. Em uma longa postagem no X, Petro disse que o diplomata discutiria a agenda bilateral entre os dois países, listando como prioridades a cooperação climática, esforços no combate ao tráfico de drogas e a política de migração.

O impasse diplomático ocorre em meio a uma investigação de um suposto complô para derrubar Petro com a ajuda de políticos americanos. Uma investigação foi aberta pela Promotoria da Colômbia após o jornal "El País" ter publicado, no domingo (29), áudios que implicariam o ex-ministro Álvaro Leyva em uma trama golpista.

Pouco antes da convocação dos embaixadores, a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Laura Sarabia, se demitiu do cargo. A saída, porém, teria ocorrido por um desentendimento entre a chanceler e Petro sobre a impressão dos passaportes do país.

Em junho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, repreendeu o governo da Colômbia após o senador colombiano Miguel Uribe, pré-candidato à Presidência e membro de um partido conservador de oposição a Petro, ser baleado em Bogotá.

Na ocasião, Rubio afirmou que o tiroteio contra Uribe foi "o resultado da violenta retórica esquerdista que vem dos mais altos níveis do governo colombiano".

Uribe continua internado em estado crítico no hospital. Desde então, o senador foi submetido a várias cirurgias complicadas por causa dos ferimentos sofridos.

Em janeiro, Petro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram farpas nas redes sociais e quase colocaram os dois países em uma guerra comercial após a recusa da Colômbia de aceitar aeronaves militares americanas que transportavam deportados.

Na ocasião, Trump ameaçou a Colômbia com tarifas e sanções. Petro condenou os voos militares, ao afirmar que nunca realizaria uma incursão para devolver americanos algemados aos EUA. No entanto, os dois países conseguiram evitar as tarifas e superar o impasse.

Gustavo Petro, presidente da Colômbia — Foto: Fernando Vergara/AP

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