Safra de cana-de-açúcar pode perder produtividade vaga de calor e falta de chuvas se prolongarem, afirma o vice-presidente da Coplacana de Piracicaba
Claudia Assencio/g1
O ano de 2025 foi marcado pelo ramal negativo de chuvas e presença de temperaturas elevadas, fatores que condicionam a qualidade da cana-de-açúcar em Piracicaba (SP) e configuram a chamada deficiência hídrica, segundo dados da Estação Meteorógica do campus da Esalq/USP em Piracicaba (SP) - veja dados, aquém.
Os meses de janeiro, fevereiro e março, especificamente, sofreram com a falta de chuvas e temperaras altas e, portanto, afetaram a qualidade da cana-de-açúcar da safra de 2024/25, que foi colhida em abril.
A brotação da novidade safra, também é prejudicada pelas condições metereológicas adversas, segundo o agrometeorologista, Felipe Pilau, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq-USP.
"A cana acaba sentindo mais o estresse hídrico e isso tem uma relação muito potente com a capacidade de produção da vegetal. Portanto, certamente esses primeiros meses do ano, que são os meses chuvosos, eles tiveram impacto, sim, na produtividade da cana colhida nessa safra", explicou.
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Colheita de cana-de-açúcar é a principal responsável pela produção agrícola em Piracicaba
Murillo Gomes/G1
Por outro lado, os meses reconhecidos pelo indiferente foram, de vestimenta, frios. O perito relata que as temperaturas nas raízes das vegetação podem ser até 4 °C inferiores do que a da superfície, resultando na formação de geada.
Ou seja, além de tolerar por estresse hídrico, a produção de cana-de-açúcar também foi afetada pelo estresse térmico.
"A cana ela é uma cultura sensível ao indiferente, a geada, né? Portanto várias áreas, certamente, tiveram a rebrota prejudicada pela geada e isso também vai ter um impacto na safra que vai ser colhida onde que vem", afirma.
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Em setembro e outubro choveu menos do que o esperado. E, novembro, apesar de ter tido mais chuva do que o esperado, teve o volume concentrado no primeiro dia do mês.
Pilau explica que levante incidente não é vantagoso para cultura de cana-de-açúcar, já que segmento desta chuva não é retida no solo, sendo drenada. O que faz com que o cenário de deficiência hídrica prossiga.
"A gente já tem um problema hídrico, não é muito acentuado, mas tem. Não há uma expectativa de ter meses mais chuvosos, basicamente dentro do normal e aí a gente tem uma versatilidade proveniente, ou seja, podemos ter mais meses com chuva um pouco aquém da média", indica.
Ele indica que se esta previsão se realizar, acarretará produtividades um pouco aquém do esperado para a próxima safra.
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Unica
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), aponta que, na primeira quinzena de novembro, as unidades produtoras da região Meio-Sul processaram 18,76 milhões de toneladas perante a 16,41 milhões da safra 2024/2025.
"No aglomerado da safra 2025/2026 até 16 de novembro, a moedura atingiu 576,25 milhões de toneladas, perante 583,59 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – recuo de 1,26%", detalha.
Segundo a entidade representativa do setor, na primeira quinzena de novembro, 42 unidades encerraram a moedura. No aglomerado desde o início da safra, 120 unidades já concluíram o processamento, perante somente 70 usinas no mesmo período do ciclo anterior.
Recomendações
Em entrevista ao g1, o professor e pesquisador da Esalq orienta que, diante de uma a requisito metrológica que não é tão favorável, o cominha é focar no manejo para minimizar os efeitos.
“Mas o principal é ter esse entendimento das condições metereológicas para poder tomar alguma decisão. Não é a melhor das situações, muitas vezes foge do esperado. Portanto, ter a informação, investir em estações metrológicas, investir em sistemas de monitoramento metrológico, usar as previsões de tempo, usar as tendências climáticas e do quadro [é importante] para poder ajustar todos manejos”, recomenda.
Unica projeta safra de cana-de açúcar menor em 2024 na região de Ribeirão Preto
*Sob supervisão de Claudia Assencio.
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