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Dólar recua e fecha primeiro pregão do ano em R$ 5,42; bolsa cai

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Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 12:36 · Atualizado há 1 dia
Dólar recua e fecha primeiro pregão do ano em R$ 5,42; bolsa cai
Foto: Reprodução / Arquivo
O dólar encerrou o primeiro pregão de 2026 em queda de 1,18%, cotado em R$ 5,4238. Assim, a moeda mantém a tendência de desvalorização vista nos últimos dias do ano passado, quando encerrou 2025 com uma desvalorização superior a 10%, como mostrou o g1. Este foi o pior desempenho anual do dólar em quase uma década. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um recuo de 0,36%, aos 160.539 pontos. No ano passado, o índice acumulou uma valorização superior a 33% em 2025, no maior ganho anual desde 2016. O g1 também explicou o bom momento do Ibovespa, que registrou ganhos mesmo com os juros no nível mais alto dos últimos 20 anos. O dia, marcado por um volume de negócios bastante reduzido em razão da emenda do feriado do Ano Novo, foi de altos e baixos no mercado. Investidores repercutiram o início das tarifas de importação sobre a carne anunciadas pela China (entenda mais abaixo) e já começam a direcionar a atenção para a agenda da próxima semana. ▶️No exterior, a China decidiu limitar a importação de carne bovina para proteger produtores locais. A medida, que passou a valer em 1º de janeiro, deve afetar diretamente o Brasil, o maior fornecedor do alimento para o país asiático. Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota total de importação para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. A taxa, para o que for importado dentro desse montante, continua em 12%. Já o que exceder desse valor terá uma sobretaxa de 55%. ▶️ Por outro lado, o país asiático reafirmou a meta de crescer 5% em 2025. A meta ousada demanda investimentos elevados, especialmente em infraestrutura e indústria, o que amplia a demanda por matérias-primas. Nesse caso, o Brasil, que também é um dos principais fornecedores desses insumos, deve ser beneficiado, uma vez que a manutenção da meta chinesa reforça a expectativa de demanda firme por produtos como o minério de ferro, o que favorece empresas do setor e dá suporte ao Ibovespa neste início de ano. ▶️ Nos Estados Unidos, a previsão é que a nova edição do payroll, o principal relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos seja divulgada na próxima sexta-feira. O nível de emprego passou a ser um dos principais fatores avaliados pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, na decisão sobre novos cortes de juros. O mercado espera dois cortes de juros neste ano. No entanto, a força do mercado de trabalho pode pressionar a inflação americana e levar os dirigentes do Fed a manter os juros em patamar mais alto para promover uma desaceleração mais gradual da economia. ▶️ Os investidores também acompanham a escolha do próximo presidente do Fed. O mandato de Jerome Powell termina em maio, e o presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar o novo nome ainda neste mês. O favorito é Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca. ▶️ No mais, a situação das contas públicas no Brasil segue no radar. Os avanços do déficit e da dívida pressionam os juros e limitam o apetite dos investidores por ativos de risco. Em 2025, o índice MSCI World, que reúne ações de grandes mercados, subiu mais de 20%, no melhor desempenho desde 2019. Para 2026, analistas projetam crescimento dos lucros das empresas em torno de 12%. Com vários mercados ainda operando em ritmo lento por causa dos feriados — Japão e China, por exemplo, permaneceram fechados —, o volume de negociações foi baixo. Ainda assim, as bolsas globais começaram 2026 em alta. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de quatro dias de perdas e fechou em alta de 0,67% nesta sexta-feira (2), aos 48.383,22 pontos. O S&P 500 também registrou um avanço de 0,18%, aos 6.858,02 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,02%, aos 23.236,69 pontos. O mercado norte-americano encerrou 2025 com perda de fôlego, especialmente no setor de tecnologia, que passa por revisões de projeções dos analistas. Para este ano, o foco segue claro: juros, política monetária e o impacto das decisões do governo Trump. Na Europa, o clima foi mais animado. O índice STOXX 600 subiu 0,7%, para 596,14 pontos, ficando a apenas quatro pontos da marca simbólica de 600, com o retorno dos investidores após as celebrações de Ano Novo. O indicador também registrou a terceira semana consecutiva de ganhos. O índice encerrou 2025 com o melhor desempenho desde 2021, apoiado pela queda das taxas de juros, por estímulos fiscais na Alemanha e por uma rotação de investimentos, com a migração de recursos das ações de tecnologia dos EUA — consideradas caras — para outros mercados. Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram os ganhos. Já o setor imobiliário ficou para trás. Mesmo com sinais de enfraquecimento da indústria na zona do euro, investidores seguem apostando que o continente pode atravessar 2026 em situação mais estável. Na Ásia, o destaque ficou com Hong Kong. O índice Hang Seng subiu forte e atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio, embalado pelo otimismo renovado com o setor de inteligência artificial da China. A divulgação de novas tecnologias mais baratas para o desenvolvimento de IA reacendeu o interesse dos investidores. Além disso, a estreia forte de uma empresa chinesa de chips de IA na bolsa reforçou a percepção de que o setor pode ser um dos principais motores do mercado em 2026. Outros mercados asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, também alcançaram recordes. Já Japão e China continental permaneceram fechados e só voltam a operar nos próximos dias. Os metais preciosos continuam em alta. O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal registrou a maior valorização em 46 anos. Prata e platina também tiveram os maiores ganhos de sua história. Esse movimento reflete a busca por proteção diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos EUA. Bancos centrais e grandes investidores seguem ampliando suas posições em ouro. Já o petróleo iniciou 2026 tentando se recuperar após um ano difícil. Em 2025, os preços registraram a maior queda anual desde 2020. No primeiro dia útil do ano, o Brent e o petróleo americano oscilaram pouco, com leves altas ou quedas, em meio a dúvidas sobre o crescimento global e a demanda por energia. De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. 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Fonte: Agências

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