O dólar à vista encerrou a terceira sessão seguida de desvalorização frente ao real, voltando ao nível de R$ 5,40, apagando parte do estresse de fim de ano por questões eleitorais combinadas com a sazonalidade ruim do fluxo cambial.
A cautela dos agentes financeiros com relação à invasão da Venezuela pelos Estados Unidos até chegou a pressionar o real no começo do dia de hoje, mas a dinâmica se desfez ao longo do dia, com a busca por risco voltando a crescer no exterior, beneficiando não apenas moedas de mercados emergentes, mas também índices acionários.
Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista registrou depreciação de 0,34%, cotado a R$ 5,4054, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,3953 e encostado na máxima de R$ 5,4535. Já o euro comercial exibiu desvalorização de 0,30%, a R$ 6,3388.
Perto das 17h10, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,17%, aos 98,265 pontos.
Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 89,35% do total produzido
Sem sinais de que a intervenção possa se espalhar pela América Latina ou envolver outros atores globais, os mercados não sofrem com uma aversão a risco significativa nesta segunda-feira
Segundo entidades setoriais consultadas pelo Valor, a exposição comercial do Brasil ao país é pequena
A PetroUrdaneta é controlada pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), com 60% das ações, e opera três campos na região de Maracaibo, no noroeste do país
A satisfação evidente do presidente americano com o sucesso inicial da operação na Venezuela sugere que ele poderá passar a cultivar um gosto por intervenções no “quintal” dos EUA, definido de forma cada vez mais abrangente
Delcy já havia sido declarada presidente interina da Venezuela pelo Supremo Tribunal de Justiça
Deputada do Psol diz que manifestações de parlamentares do PL ferem a lei
Por outro lado, dados divulgados com atraso pela B3 mostram que os estrangeiros registraram saídas em dezembro; no acumulado do mês, o valor retirado chegou a R$ 1,9 bilhão
Especialistas avaliam que uma possível reorganização política, alinhada aos interesses americanos, pode facilitar o intercâmbio energético entre os dois países
Conforme o levantamento, 72% temem que o governo Donald Trump se envolva excessivamente no país sul-americano