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'Descer pra BC?': Balneário Camboriú é a cidade mais cara do Brasil para comprar um imóvel

Balneário Camboriú (SC) é, em média, o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial, segundo dados do Índice FipeZAP 2025.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 00:06 · Atualizado há 5 dias
'Descer pra BC?': Balneário Camboriú é a cidade mais cara do Brasil para comprar um imóvel
Foto: Reprodução / Arquivo

Balneário Camboriú (SC) é, em média, o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial, segundo dados do Índice FipeZAP 2025.

O município catarinense — que já foi chamado de “Dubai brasileira” e inspirou o hit “Descer pra BC” — é conhecido pelos prédios altos e pela megaobra de alargamento da faixa de areia.

Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025.

A segunda cidade mais cara também fica em Santa Catarina, mostra a pesquisa. No município litorâneo de Itapema, o valor médio é de R$ 14.843/m².

Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o levantamento.

Praia Central de Balneário Camboriú — Foto: Arquivo PMBC/Divulgação

Balneário Camboriú (SC) é, em média, o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial, segundo dados do Índice FipeZAP 2025 divulgados nesta terça-feira (6).

O município catarinense — que já foi chamado de “Dubai brasileira” e inspirou o hit “Descer pra BC” — é conhecido pelos prédios altos e pela megaobra de alargamento da faixa de areia, que gerou debate entre especialistas sobre impactos ambientais.

Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025. Com esse valor, um imóvel de 50 m², por exemplo, custaria cerca de R$ 745,3 mil.

A segunda cidade mais cara também fica em Santa Catarina, mostra a pesquisa. No município litorâneo de Itapema, o valor médio é de R$ 14.843/m².

Veja as dez cidades com preço médio mais caro no Brasil, segundo o FipeZAP:

Entre as capitais, Salvador registrou o maior aumento no preço médio de imóveis residenciais em 2025, ao registrar valorização de 16,25% ao longo do ano, segundo o Índice FipeZAP.

João Pessoa (PB) aparece logo atrás, com alta de 15,15%. Na sequência estão Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).

Na outra ponta, os menores avanços ocorreram em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades registraram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada em 4,18% para o período. (veja a lista completa no final desta reportagem)

Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP. — Foto: Arte/g1

Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o levantamento. O resultado representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os valores avançaram 7,73%.

O aumento superou a inflação ao consumidor em 2025, estimada em 4,18% pelo FipeZAP com base no IPCA acumulado até novembro e no IPCA-15 de dezembro. Os cálculos apontam uma alta real (descontada a inflação) de 2,24% nos imóveis.

Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%.

O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil.

Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m².

Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Vitória (ES) lidera: R$ 14.108/m². Em seguida, estão Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²).

A cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 4.353, em média. Com isso, um imóvel de 50m² custaria em torno de R$ 217,6 mil.

Veja o preço médio de venda nas capitais (m²), em dados de dezembro.

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