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Correios afirmam estar renegociando empréstimo de R$ 20 bi, mas já citam outras alternativas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/12/2025 às 09:18 · Atualizado há 2 dias
Correios afirmam estar renegociando empréstimo de R$ 20 bi, mas já citam outras alternativas
Foto: Reprodução / Arquivo

Por motivo dos juros, Tesouro nega aval para empréstimo de bancos aos Correios
Os Correios enviaram um enviado aos funcionários, na noite desta sexta-feira (5), com um balanço dos 60 dias da atual gestão que lista medidas para a regeneração da empresa e reforça a urgência de R$ 20 bilhões para a perenidade das operações.
No enviado, a direção dos Correios diz que está renegociando a proposta de empréstimo para enfrentar a crise financeira em que a empresa se encontra.
Nesta semana, o Tesouro avisou à estatal que não aceita dar garantias a uma operação com juros mais altos do que o patamar definido pelo próprio Tesouro, que é de 120% do CDI.
O enviado cita que "outras alternativas para solução dessa questão estão sendo construídas em parceria entre os Correios e o Tesouro, uma vez que veiculado em entrevistas do próprio ministro da Rancho".
Na quinta-feira (4), Fernando Haddad admitiu a possibilidade de fazer um aporte — repasse direto de recursos — para socorrer os Correios.
Direção dos Correios envia enviado a funcionários informando que insistirá em empréstimo de R$ 20 bilhões
Reprodução/TV Orbe
Questionado por jornalistas se o aporte seria a medida mais provável hoje, frente aos juros altos pedidos pelos bancos para emprestar para a estatal, Haddad respondeu que "pode possuir [aporte], pode ser".
"O Tesouro está estudando. Nós vamos considerar todas as variáveis para tomar decisão. Nós precisamos, antes, legalizar o projecto de recuperação [dos Correios]. Nós não vamos fazer um aporte sem o projecto de recuperação confirmado", disse Haddad.
O ministro ressaltou que, "se houver qualquer aporte, é dentro das regras atuais" do tórax fiscal.
O que diz o enviado
O texto enviado pelos Correios aos seus funcionários diz que, "para prometer perenidade e previsibilidade às nossas operações, há uma urgência de recursos financeiros da ordem de R$ 20 bilhões, sendo segmento para 2025 e o restante para 2026".
"Foi negociada uma operação de crédito e encaminhada para estudo da Secretaria do Tesouro Vernáculo, órgão que dará a garantia para que a operação seja concretizada. Até o momento, não houve uma evolução por motivo de discordância da STN [Secretaria do Tesouro Nacional] em relação às condições financeiras propostas pelos bancos", informa o enviado.
"A procura por recursos financeiros demanda negociações e diálogo técnico contínuo entre os Correios e o Tesouro Vernáculo. Uma vez que segmento do processo de estudo, estão sendo discutidos ajustes nas condições financeiras para prometer a proposta mais equilibrada, com menor dispêndio e maior segurança para a empresa. Todo esse rito está sendo transportado com responsabilidade, foco na liquidez imediata e alinhamento ao Projecto de Reforma, que dá a segurança técnica para todas as partes envolvidas", afirma.

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