O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) das indústrias de pequeno porte caiu de 46,5 pontos para 45,6 pontos de março para abril. Foi o quinto mês consecutivo que ele ficou abaixo de 50 pontos, sugerindo que os empresários do segmento estão sem confiança. Desde outubro do ano passado, o indicador acumula perda de 6,4 pontos, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O índice de perspectivas da indústria de pequeno porte, que captura as expectativas dessas empresas com relação ao desempenho de seus próprios negócios, caiu 0,5 ponto em abril, para 47,7 pontos. O patamar é inferior ao observado no mesmo mês do ano passado – quando se situava em 49,2 pontos –, o que demonstra que as pequenas indústrias estão mais pessimistas.
O levantamento da CNI apurou que a situação financeira das pequenas indústrias piorou pelo segundo trimestre consecutivo. Na passagem do 4º trimestre de 2024 para o 1º trimestre de 2025, o indicador que mede a avaliação dos empresários sobre as finanças, margem de lucro operacional e facilidade de acesso ao crédito caiu 1,6 ponto, para 40,6 pontos.
O índice de situação financeira das indústrias de pequeno porte já havia recuado 0,8 ponto entre o 3º e o 4º trimestres do ano passado. O indicador vai de 0 a 100. Quanto maior, melhor é a situação financeira das pequenas indústrias.
Também caiu o desempenho das pequenas indústrias de janeiro a março deste ano ante o trimestre anterior, 0,4 ponto, para 44,3 pontos. O índice pondera volume de produção, utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual e evolução do número de empregados.
No 1º trimestre, 39% das pequenas empresas da indústria de transformação elegeram a carga tributária elevada como o principal problema enfrentado pelo setor. Em segundo lugar, apontada por 26,5% das indústrias, aparece a demanda interna insuficiente – que antes ocupava a sexta posição do ranking –, enquanto, a falta ou alto custo da matéria-prima aparece em terceiro, lembrada por 25,3% dos empresários.
Entre as indústrias de pequeno porte da construção, a lista dos principais problemas é liderada pelas altas taxas de juros, apontada por 39% das empresas. Em seguida, vêm carga tributária elevada (29,7%) e demanda interna insuficiente (23,7%). Assim como no caso das indústrias de transformação, a preocupação com a demanda interna insuficiente foi o problema que mais cresceu entre as empresas da construção. Antes, figurava na nona colocação do ranking.