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Brasil registra a 2ª maior saída de dólares da história em 2025

No Valor desde 2021 como repórter de Finanças. Nos últimos três anos, focado no mercado de câmbio. Antes passou pela redação da Folha de S.Paulo.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 15:21 · Atualizado há 16 horas
Brasil registra a 2ª maior saída de dólares da história em 2025
Foto: Reprodução / Arquivo

No Valor desde 2021 como repórter de Finanças. Nos últimos três anos, focado no mercado de câmbio. Antes passou pela redação da Folha de S.Paulo.

O fluxo cambial de 2025 registrou a segunda maior saída de dólares do Brasil na série histórica compilada pelo Banco Central, iniciada em 1982, conforme mostram dados preliminares divulgados pela autarquia há pouco. Houve um fluxo negativo de US$ 33,316 bilhões no ano passado, que só não foi pior que a saída de US$ 44,768 bilhões observada em 2019.

Naquele ano, a autoridade monetária realizou um extenso programa de “casadão”, a venda de dólares no mercado à vista conjugada com a compra de dólares no mercado futuro via swap reverso. Ao vender US$ 33,5 bilhões o modo à vista na segunda metade de 2019, o BC ajudou a irrigar o mercado com dólares, o que, possivelmente, fez com que o capital em moeda americana “transbordasse” para o exterior e, assim, aumentasse o fluxo cambial negativo do Brasil. No ano passado, o BC realizou apenas duas vendas à vista, de US$ 1 bilhão cada, também via “casadão”.

O saldo negativo do fluxo cambial do ano passado foi resultado da saída de US$ 82,467 bilhões pela conta financeira e da entrada de US$ 49,151 bilhões pela conta comercial. No caso da via financeira, também foi a segunda maior saída de dólares da série iniciada em 1982, ficando melhor apenas do que o fluxo negativo de US$ 87,595 bilhões de 2024. Já no caso do fluxo comercial, o saldo positivo ficou distante da máxima observada em 2007, de US$ 76,745 bilhões, e também não superou a entrada de US$ 69,03 bilhões anotada em 2024.

O que diminuiu o volume de entrada de dólares no país pela via comercial no ano passado foi o aumento das importações. O câmbio contratado no período para as compras de produtos estrangeiros foi o segundo maior da série histórica e alcançou o patamar de US$ 238 bilhões, abaixo do volume em dólar importado em 2022, de US$ 242 bilhões.

Apesar do fluxo cambial amplamente negativo, o mercado de câmbio viu uma apreciação do real ao longo de 2025, como fruto das elevadas taxas de juros e da queda do dólar no exterior. Esses motivos, principalmente, favoreceram posições favoráveis à moeda brasileira nos mercados de derivativos, o que fez frente à forte saída de dólares no segmento à vista.

No caso dos dados de dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, metade dos US$ 26,960 bilhões que saíram do país em dezembro de 2024. No mês passado, de acordo com os dados do BC, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 20,982 bilhões, enquanto a conta comercial anotou entrada de US$ 7,421 bilhões.

Já no cômputo semanal, entre os dias 29 de dezembro e 2 de janeiro, o fluxo cambial teve saída de US$ 4,127 bilhões, resultado da saída de US$ 4,783 bilhões pela conta financeira e da entrada de US$ 656 milhões pela conta comercial.

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