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Bombardeios na Venezuela e captura de Maduro cruzam linha inaceitável, diz embaixador do B

Representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador Sérgio Danese disse hoje que os bombardeiros dos Estados Unidos contra a Venezue...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 15:06 · Atualizado há 4 horas
Bombardeios na Venezuela e captura de Maduro cruzam linha inaceitável, diz embaixador do B
Foto: Reprodução / Arquivo

Representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador Sérgio Danese disse hoje que os bombardeiros dos Estados Unidos contra a Venezuela, bem como a captura do presidente do país, Nicolás Maduro, abrem um "precedente perigoso" para a comunidade internacional. Na visão do diplomata, aceitar esse tipo de ação pode levar a um cenário de "violência, desordem e erosão do multilateralismo". Neste sentido, o Brasil pediu que a ONU "reaja".

Danese falou sobre o assunto ao participar de reunião do Conselho de Segurança da ONU, que está sendo realizada neta segunda-feira, na sede das Nações Unidas, em Nova York (EUA). Apesar do Brasil não possuir assento no conselho, a diplomacia brasileira decidiu pedir autorização para discursar justamente como forma de se contrapor à investida do governo de Donald Trump.

Os bombardeios na Venezuela e captura de Maduro cruzam linha inaceitável. Os atos constituem afronta muito séria à soberania da Venezuela, abrem precedente perigoso à comunidade internacional. A aceitação de ações dessa natureza devem levar a um cenário marcado por violência, desordem e erosão do multilateralismo

— disse o embaixador brasileiro.

No mesmo discurso, o governo Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a ONU "assuma a responsabilidade" e reaja para evitar que “a força prevaleça em lugar da lei internacional". "Os eventos de 3 de janeiro transcendem esfera regional. O ataque da soberania de qualquer país afeta a comunidade internacional. Ataques à soberania devem ser veementemente condenados. Cabe ao Conselho de Segurança da ONU assumir responsabilidade e reagir com determinação para prevenir que a força prevaleça em lugar da lei internacional", emendou Danese.

Além disso, o representante do Brasil na ONU defendeu que esse tipo de intervenção costuma produzir novos "regimes autoritários" e "violações de direitos humanos". "A América do Sul é região de paz. Insisto que devemos manter paz e não intervenção na região. O Brasil não acredita que solução para situação na Venezuela seja a criação de protetorados no país. Respeitamos a auto determinação do povo venezuelano dentro da estrutura de sua Constituição", ponderou.

Por fim, o embaixador acrescentou que não se pode admitir que um país utilize a exploração de recursos naturais ou econômicos como justificativa para o uso da força. A afirmação tem relação com o fato de que Trump já admitiu que pretende assumir o controle sobre o petróleo venezuelano.

O Brasil já reiterou que normas de governo devem coexistir entre Estados. As normas não admitem exploração de recursos naturais ou econômicos serem usados como justificativa para uso da força ou mudança ilegal de governo. O mundo multipolar do século 21 não deve ser afetado por esferas de influência. Não podemos aceitar argumento que fins justificam os meios. América Latina e Caribe devem manter escolha pela paz. O uso da força na região evoca capítulos da história que achávamos que estava para trás. Conflitos armados ameaçam paz internacional e princípio da não intervenção

— concluiu.

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Os atos constituem afronta muito séria à soberania da Venezuela, abrem precedente perigoso à comunidade internacional

— afirmou Sérgio Danese

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