Após uma semana de resultados majoritariamente negativos, as principais bolsas da Europa terminaram a quinta-feira (17) em alta, com o foco dos investidores voltado para os desdobramentos do acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE). Ao passo que a próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE) se aproxima, a direção da política monetária na zona do euro também ganha destaque na agenda econômica.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,99%, aos 547,22 pontos. O DAX de Frankfurt teve alta de 1,49%, aos 24.367,47 pontos. O Cac 40 de Paris ganhou 1,29%, aos 7.821,72 pontos; e o FTSE 100 de Londres teve avanço de 0,63%, aos 8.982,73 pontos.
A expectativa no mercado pelo acordo comercial entre os Estados Unidos e a UE deu suporte aos índices hoje, após a ida de Maros Sefcovic, chefe comercial do bloco, a Washington ontem. O representante se encontrou com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o representante comercial, Jamieson Greer.
A próxima decisão sobre a política monetária do BCE acontecerá na semana que vem, na quinta-feira, dia 24. A expectativa dos economistas do ING é de que a autarquia deixe os juros inalterados na reunião, mas que ainda há espaço para novas reduções nas taxas no decorrer do ano.
A avaliação de Carsten Brzeski, chefe global de macro do ING, é de que a recente valorização do euro frente ao dólar é uma clara preocupação para o BCE, considerando que as taxas de câmbio atuais, se mantidas, significariam que as projeções de inflação para este ano e o próximo seriam ligeiramente inferiores às previstas em junho.
Outro fator observado pelo economista é o patamar atual das tarifas dos EUA contra a UE, em 30%. “Com a próxima potencial escalada tarifária prevista apenas para 1º de agosto, há pouca razão para um corte preventivo das taxas agora”, afirmou.