A B3 divulgou nesta segunda-feira (5) a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) que vigorará em 2026, formada por 65 companhias — quatro a mais do que no ciclo anterior. Os dados mostram avanço na adoção de boas práticas de gestão climática e na eficiência das emissões entre as empresas listadas.
Entre as companhias que permaneceram no índice, 26% ampliaram o número de práticas adotadas em relação ao ano anterior. Ao todo, 14 empresas passaram a cumprir integralmente os dez critérios de gestão previstos na metodologia do ICO2: Allos, Banco do Brasil, Bradesco, Cemig, Engie Brasil, Grupo Natura, Isa Energia, Itaú Unibanco, Lojas Renner, Motiva, Santander, Vivo (Telefônica), Tim e Vibra.
Também houve melhora na eficiência das emissões. Das empresas que integravam a carteira de 2025 e seguiram em 2026, 75% reduziram a intensidade de carbono em relação à receita. O melhor desempenho setorial foi observado em Previdência e Seguros, com queda de 62% no coeficiente de emissões sobre faturamento. No ranking geral, as companhias com melhor relação entre emissões e receita foram B3, Banco ABC, Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Gafisa, Itaú Unibanco, Santander, Tim e Vivo (Telefônica).
A carteira do ICO2 2026 reúne 65 companhias e resultou de um processo de seleção que contou com a participação de 94 empresas. Criado em 2010, o índice busca estimular a gestão e a eficiência das emissões de gases de efeito estufa (GEE) entre empresas listadas, ao combinar indicadores ambientais com desempenho econômico.
Segundo a B3, a atualização do índice ocorre em um momento de maior atenção ao tema climático, especialmente após a realização da Conferência do Clima da ONU no Brasil, em 2025. Para a superintendente de Sustentabilidade da bolsa, Virginia Nicolau, o índice tem o papel de aproximar empresas e investidores do debate sobre carbono.
pode e deve estar alinhada ao crescimento econômico
— Em material de divulgação da nova lista de empresas, a executiva afirma que a sustentabilidade e destaca a mensuração como ponto de partida. “O ICO2 avalia as emissões em relação à receita das empresas, com o objetivo de estimular boas práticas associadas ao aumento de produtividade”, diz.
A metodologia do índice está estruturada em dois eixos. O primeiro avalia práticas de governança e gestão climática, como inventários de emissões verificados por terceiros, metas de descarbonização, compromissos de Net Zero, planos de transição climática e a supervisão do tema pelo conselho de administração. O segundo mede a eficiência das emissões ao relacionar o volume de GEE gerado com a receita no mesmo período.
A composição da carteira é baseada em informações públicas divulgadas pelas próprias companhias, como relatórios financeiros, documentos regulatórios e inventários de emissões, sempre referentes ao exercício anterior à apuração. Os dados são coletados e tratados pela B3 e passam por validação das empresas na plataforma ESG Workspace. Eventuais correções precisam ser justificadas com evidências e, quando aceitas, ficam disponíveis ao público.
A carteira do ICO2 2026 entrou em vigor em 5 de janeiro. A lista completa das empresas e seus respectivos pesos está disponível na plataforma ESG Workspace da B3.
Veja a lista completa e a participação das empresas no índice:
Nova carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) da B3 reúne 65 companhias, quatro a mais do que no ciclo anterior. Das companhias que seguem no índice, 75% reduziram a intensidade de emissões em relação à receita
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