A empresa britânica de design de microprocessadores Arm criou uma unidade de inteligência artificial “física” para expandir sua presença no mercado de robótica, disseram executivos da empresa à Reuters na feira norte-americana de tecnologia CES, onde os robôs são o tema da vez.
A decisão de criar uma unidade especializada em robótica surge em meio a uma enxurrada de anúncios e atividades de empresas de tecnologia em torno de robôs humanóides. Na feira em Las Vegas, grandes e pequenas companhias demonstraram robôs que afirmam que podem ser usados em uma série de setores como automotivo, limpeza e mesmo de jogos de azar.
A Arm agora operará três linhas principais de negócios, Cloud e IA, Edge, que inclui seus dispositivos móveis e produtos para PCs, e IA física, que abrigará negócios automotivos.
Robôs e automóveis são o núcleo da IA física e compartilham uma ampla gama de tecnologias de sensores e outros hardwares. Fabricantes de automóveis, incluindo a Tesla, estão criando robôs na expectativa de reduzirem custos de produção e aumentarem a eficiência.
A Arm não fabrica chips, mas fornece a tecnologia que está por trás da maioria dos smartphones do mundo e um número crescente de outros dispositivos, como laptops e chips de data center. A empresa ganha dinheiro cobrando taxas de licenciamento e royalties quando seus projetos são usados pelos fabricantes de chips e aparelhos eletrônicos.
O foco ampliado da empresa em IA física faz parte de um esforço maior para aumentar os negócios. Desde que o diretor-presidente, Rene Haas, assumiu o comando da empresa, há cerca de quatro anos, a Arm desenvolveu maneiras de aumentar os preços de sua tecnologia mais recente e está considerando seu próprio design de chip completo.
Os executivos da Arm veem a robótica como um mercado com imenso potencial de crescimento a longo prazo. O chefe da unidade recém-formada, Drew Henry, disse à Reuters que as soluções físicas de IA podem ter um impacto considerável na economia dos países. Essa divisão planeja ter uma equipe dedicada à robótica, disse o diretor de marketing da Arm, Ami Badani.
A empresa combinou os setores automotivo e de robótica em uma única unidade porque as exigências dos clientes em relação a aspectos como consumo de energia, segurança e confiabilidade são semelhantes, disse Badani. Vários fabricantes de automóveis também estão migrando para a robótica humanoide.
Quando perguntado sobre os clientes, Henry disse que “trabalhamos com todos”. Chips baseados na tecnologia da Arm são usados por dezenas de montadoras de automóveis em todo o mundo e por empresas de robótica, como a Boston Dynamics, controlada pela Hyundai.
As duas empresas revelaram na CES um robô humanoide Atlas pronto para produção, que a Hyundai disse que começará a ser implantado em fábricas dos Estados Unidos até 2028.
Este ano, a CES foi dominada pela robótica. A Reuters observou dezenas de empresas exibindo robôs humanoides no evento. Eles dançam, jogam pingue-pongue e realizam tarefas repetitivas.
As coisas estão realmente avançam quando combinam máquina com um nível de IA que aumenta precisão e produtividade ou muda a forma como algo é produzido
— disse C.J. Finn, líder do setor automotivo da PwC nos EUA, à Reuters.
um pouco de um ciclo de propaganda em torno de humanoides (robóticos) neste momento
— O presidente da Boston Dynamics, Robert Playter, disse à Reuters que há . Mas ele disse que sua empresa já “colocou milhares de robôs quadrúpedes no mercado e realmente (ganhou) dinheiro”.
A empresa de tecnologia de direção autônoma Mobileye, pertencente em parte à Intel, anunciou que planeja adquirir a empresa de robótica Mentee por US$ 900 milhões.
Também durante a CES, a líder mundial em chips de IA, Nvidia, revelou um conjunto de modelos de IA chamado Alpamayo e outros produtos que espera que impulsionem a próxima geração de veículos autônomos.
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