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Arcabouço fiscal deve voltar ao debate já no início de 2025, na discussão do contingenciamento | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 28/11/2024 às 16:11 · Atualizado há 1 hora

O pacote de contenção de despesas detalhado nesta quinta-feira pelo governo federal poderia ter sido relativamente bem aceito pelo mercado, caso não tivesse sido acompanhado do anúncio da medida em relação à isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Algumas medidas do pacote, como a do reajuste do salário mínimo, mudam questões estruturais, embora não tenham vindo na intensidade necessária e podem ainda perder força na tramitação no Congresso. Boa parte das medidas, porém, depende de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que torna o processo legislativo mais moroso, e mesmo as mudanças em leis só devem ser definidas no segundo trimestre do ano que vem. A economia prevista já para 2025, portanto, deve ser menor que a anunciada e isso irá fazer com que a questão do arcabouço fiscal já volte a ser debatida no início do próximo ano, na discussão sobre o nível de contingenciamento.

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