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Após decisão do Fed, bolsas de NY recuam e Dow Jones tem maior sequência de quedas em mais de 50 anos | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/12/2024 às 18:44 · Atualizado há 4 horas
Após decisão do Fed, bolsas de NY recuam e Dow Jones tem maior sequência de quedas em mais de 50 anos | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

As bolsas de Nova York fecharam em queda forte nesta quarta-feira (18), seguindo a mensagem mais "hawkish" (favorável ao aperto monetário) do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, durante entrevista coletiva para comentar a decisão de cortar 0,25 ponto percentual (p.p.) nos juros americanos para o intervalo de 4,25% a 4,50%.

No fechamento, Dow Jones caiu 2,58%, a 42.326,87 pontos, sua décima-primeira queda consecutiva e a mais longa sequência de perdas em mais de 50 anos, recuando a outubro de 1974. Enquanto isso, o S&P 500 cedeu 2,95%, a 5.872,16 pontos, e o Nasdaq despencou 3,56%, pressionado pela forte retração das ações da Tesla, fechando a 19.392,69 pontos e caindo abaixo do nível psicológico de 20 mil pontos. Com a queda de hoje, em uma semana, o Dow perdeu 4,13%, S&P 500 caiu 3,48% e Nasdaq cedeu 3,21%.

Apesar do corte, Powell sinalizou de forma firme que o Fed deve adotar um tom de maior cautela a partir de agora, diante de uma inflação mais resiliente e de uma economia americana ainda forte. No Sumário de Projeções Econômicas (SEP) divulgado hoje junto com a decisão de juros, a expectativa de corte nos juros em 2025 foi reduzida de 1 ponto para 0,5 ponto e a expectativa de inflação subiu de 2,20% para 2,50%, o que acendeu o sinal de alerta nos investidores.

Para Jay Bryson, economista do Wells Fargo, apesar do corte, o Fed foi "hawkish". O economista avalia que, além da dissidência da presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, Powell disse na coletiva que a decisão de cortar foi difícil, além de uma mudança de palavras no comunicado que aponta para cortes mais espaçados.

“Em suma, a reunião de hoje leva-nos a acreditar que, salvo alguns desenvolvimentos dramáticos e inesperados, o Fed, provavelmente, manterá as taxas inalteradas na sua próxima reunião, em 29 de janeiro. No entanto, acreditamos que o Fed continuará a flexibilizar a política no próximo ano, embora em um ritmo mais lento do que nos últimos meses”, disse.

Entre os setores, os mais afetados foram os mais sensíveis aos juros altos, com o de consumo discricionário caindo 4,74%, setor imobiliário recuando 3,97% e tecnologia, 3,16%. Nenhum setor encerrou em terreno positivo, hoje. Tesla recuou 8,28%, Amazon caiu 4,59%, American Express perdeu 4,5% e Goldman Sachs cedeu 4,25%.

“Os mercados acionários estão apenas digerindo e talvez recalibrando o quanto o Fed reduzirá as taxas no futuro”, disse Thomas Urano, sócio-gerente da Sage Advisory.

Operadores na bolsa de valores de Nova York (Nyse) — Foto: Michael Nagle/Bloomberg

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