Publicidade
Capa / Colunista

Palavra do Ano é feminicídio: 1 mulher morre a cada 10 minutos

Palavra do Ano feminicídio foi escolhida pelo Instituto da Enciclopédia Italiana. Decisão reflete crise de violência contra mulheres. Entenda o contexto.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 11/12/2025 às 17:42 · Atualizado há 10 horas
Palavra do Ano é feminicídio: 1 mulher morre a cada 10 minutos
Foto: Reprodução / Arquivo

A Termo do Ano feminicídio foi escolhida pelo Instituto da Enciclopédia Italiana, espargido uma vez que Treccani, para simbolizar os acontecimentos mais marcantes no vocabulário contemporâneo. A decisão reflete uma verdade trágica que assola não unicamente a Itália, mas países em todo o mundo, incluindo o Brasil. O termo carrega em si o peso de milhares de vidas perdidas simplesmente pelo vestuário de serem mulheres.

O que significa o feminicídio

O feminicídio pelo prestigiado instituto italiano evidencia uma vez que a violência de gênero dominou as discussões públicas. O termo designa o assassínio de mulheres ou meninas motivado pelo menosprezo da requisito feminina, por violência doméstica ou por razões relacionadas ao vestuário de ser mulher. Trata-se de um transgressão de ódio que se manifesta através de agressões físicas, psicológicas e verbais levadas ao extremo.

O feminicídio ganhou destaque posteriormente uma série de casos chocantes que abalaram a sociedade italiana. Entre eles, o assassínio brutal da estudante Giulia Cecchettini, de unicamente 22 anos, morta pelo ex-namorado com 75 facadas em novembro de 2023. O transgressão gerou comoção vernáculo e reacendeu o debate sobre a proteção das mulheres.

Números alarmantes justificam o feminicídio

Os dados estatísticos reforçam a pertinência da Termo do Ano feminicídio uma vez que símbolo de uma crise humanitária. Na Itália, 117 mulheres foram assassinadas em 2023, ano em que o termo foi escolhido. No ano seguinte, os registros apontaram 113 feminicídios, sendo 99 deles cometidos por familiares, parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

O feminicídio também ecoa a verdade brasileira de forma contundente. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial desse tipo de transgressão, segundo dados do Planta da Violência da ONU. A taxa brasileira é de 1,4 feminicídios por 100 milénio mulheres, número significativamente superior aos 0,31 registrados na Itália no mesmo período.

Termo do Ano feminicídio violência contra mulher estatísticas

Contexto global do feminicídio

Um relatório recente da ONU sobre violência contra a mulher trouxe números que contextualizam a valimento do termo feminicídio. Em 2024, aproximadamente 83 milénio mulheres e meninas foram mortas propositadamente em todo o mundo. Desse totalidade terrífico, 60 por cento, ou muro de 50 milénio vítimas, foram assassinadas por parceiros íntimos ou membros da própria família.

O feminicídio traduz uma estatística devastadora: uma mulher ou moça é morta por um parceiro ou familiar quase a cada dez minutos no planeta. Em contraste brutal, unicamente 11 por cento dos homicídios de homens foram perpetrados por parceiros íntimos ou familiares no mesmo período analisado.

John Brandolino, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Transgressão, declarou durante o lançamento do relatório que o lar continua sendo um lugar perigoso e, às vezes, mortífero para muitas mulheres e meninas ao volta do mundo.

Itália responde à crise que originou a termo feminicídio

A repercussão o termo feminicídio provocou mudanças legislativas significativas na Itália. A Câmara dos Deputados italiana aprovou por unanimidade a introdução do transgressão de feminicídio no Código Penal, estabelecendo a pena de prisão perpétua para os condenados. A votação histórica ocorreu no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A novidade legislação define que será classificado uma vez que feminicídio o homicídio que seja consequência da repudiação por segmento da mulher de estabelecer ou manter uma relação afetiva. Também se enquadra quando a vítima se recusa a se sujeitar a uma requisito de sujeição ou limitação de suas liberdades individuais.

O feminicídio no vocabulário brasílico

O vocábulo feminicídio encontra paralelo na legislação brasileira, onde o transgressão é tipificado há uma dez. A Lei do Feminicídio, sancionada em 2015, alterou o Código Penal e estabeleceu o feminicídio uma vez que estado qualificadora do transgressão de homicídio. A modificação também incluiu o transgressão na lista de crimes hediondos.

Com a mudança, enquanto o homicídio simples tem pena de seis meses a vinte anos de prisão, o feminicídio pode resultar em pena de 12 a 30 anos. A legislação representa um progressão no reconhecimento da sisudez específica da violência de gênero no país.

O significado linguístico do feminicídio

O vocábulo feminicídio deriva do latim "femina", que significa fêmea, combinado com o sufixo "cídio", originário do latim "caedere", que significa matar. O termo foi criado para nomear especificamente o assassínio de mulheres motivado por questões de gênero, diferenciando-se do homicídio generalidade.

A Liceu Brasileira de Letras reconhece o vocábulo e destaca sua valimento no contexto jurídico e social. Alguns especialistas apontam que a Termo do Ano feminicídio representa não unicamente a motivação baseada em gênero e misoginia, mas também evidencia a exiguidade de políticas efetivas do Estado contra a morte de mulheres.

Reflexos do feminicídio no Nordeste brasílico

A verdade expressa pelo vocábulo feminicídio atinge duramente o Sertão Nordestino e todo o interno do Brasil. Mulheres em comunidades rurais frequentemente enfrentam dificuldades adicionais para denunciar agressores e acessar serviços de proteção. A intervalo dos centros urbanos e a escassez de delegacias especializadas agravam a vulnerabilidade.

No estado do Rio de Janeiro, dados demonstram que mulheres são vítimas em 70 por cento dos atendimentos notificados uma vez que agressões físicas nas redes de saúde. O atacante é espargido ou parente das vítimas em 64 por cento das notificações, e a residência da vítima é onde ocorrem mais da metade dos casos.

Prevenção é fundamental além do feminicídio

Especialistas alertam que não basta o viés penal para enfrentar a violência representada pela Termo do Ano feminicídio. É urgente investir em ações de prevenção, instrução e mudança cultural para obter transformações efetivas na sociedade. A advogada Maria Milli Virgilio, que atua há mais de 50 anos na extensão de violência contra a mulher, defende que muitos países já avançaram na definição permitido, mas o duelo permanece na emprego prática.

O concepção feminicídio serve uma vez que alerta permanente para governos, instituições e sociedade social. O termo que entrou nos dicionários e ganhou destaque nas manchetes representa vidas interrompidas e famílias destruídas. Cada estatística esconde uma história, um nome, um sonho que foi brutalmente silenciado.

O concepção feminicídio pelo Instituto da Enciclopédia Italiana transcende o universo linguístico e adentra o campo da urgência social. O reconhecimento solene do termo reflete uma triste verdade que não pode mais ser ignorada por nenhuma região. No Brasil, onde os números são ainda mais alarmantes, a discussão ganha contornos de emergência vernáculo.

Essa designação feminicídio é um chamado à ação. Um lembrete doloroso de que mulheres continuam morrendo simplesmente por serem mulheres. E de que, enquanto isso intercorrer, não haverá sossego nem justiça verdadeira em nenhuma sociedade que se pretenda civilizada.

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade