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Von der Leyen deve assinar acordo na segunda (12), afirma especialista

A Comissão Europeia realizou uma reunião crucial nesta quarta-feira (7) para dissipar as preocupações de alguns países membros sobre o acordo de livre comérc...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 20:06 · Atualizado há 1 semana
Von der Leyen deve assinar acordo na segunda (12), afirma especialista
Foto: Reprodução / Arquivo

A Comissão Europeia realizou uma reunião crucial nesta quarta-feira (7) para dissipar as preocupações de alguns países membros sobre o acordo de livre comércio com o Mercosul, que vem sendo negociado há 25 anos.

Em entrevista ao CNN Money, Rubens Barbosa, presidente do Grupo Interesse Nacional e ex-coordenador nacional do Mercosul, disse que tudo indica que o acordo será aprovado e assinado por Ursula von der Leyen na próxima segunda-feira (12).

A Itália estaria propensa a mudar de posição. Então, apesar da oposição da França, esse acordo deve ser votado amanhã (9) e tudo indica que vai ser aprovado pela União Europeia. A informação que nós temos é que a presidente do Conselho Europeu deverá viajar para o Paraguai para assinar o acordo na segunda-feira

— afirmou Barbosa.

A França continua se opondo fortemente ao acordo, com agricultores franceses bloqueando estradas de acesso a Paris em protesto.

No entanto, para viabilizar a aprovação, a Comissão Europeia propôs disponibilizar 45 milhões de euros em fundos para os agricultores no próximo orçamento de sete anos do bloco, além de outras medidas de simplificação e favorecimento aos viticultores.

De acordo com o especialista, a União Europeia se deu conta de que, por razões geopolíticas, é do interesse deles assinar esse acordo, que será o maior acordo de livre comércio entre continentes no mundo inteiro.

Abre canais de exportação, sobretudo da Alemanha, da Inglaterra, da França, para o Brasil e para o Mercosul em geral

— explicou.

Para o Brasil, o acordo pode representar um incentivo para melhorar as condições de competitividade dos produtos brasileiros, segundo Barbosa.

Com a entrada em vigência do acordo, 90% dos produtos europeus entrarão com tarifa zero no Mercosul, o que exigirá do país medidas para reduzir o "custo Brasil" e aprovar reformas que favoreçam a competitividade.

Quanto aos benefícios para os consumidores brasileiros, Barbosa destacou que haverá uma importação maior de alimentos e produtos industriais europeus com preços mais baixos devido à eliminação de tarifas, o que estimulará o consumo.

Vai incentivar empresas europeias a investirem no Brasil para produzirem aqui

— acrescentou.

o acordo vai funcionar e vai ser positivo para os dois lados

— O acordo deve entrar em vigência na segunda metade deste ano, após aprovação pelos parlamentos dos quatro países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu. Apesar das cotas de exportação para produtos agrícolas serem consideradas baixas, o especialista avalia que .

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