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Trump exige 50 milhões de barris da Venezuela, abala China e quer reservas

A diplomacia das canhoneiras é a lei hoje no Caribe. O presidente Donald Trump anunciou que o novo governo venezuelano aceitou entregar até 50 milhões de bar...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 05:17 · Atualizado há 2 dias
Trump exige 50 milhões de barris da Venezuela, abala China e quer reservas
Foto: Reprodução / Arquivo

A diplomacia das canhoneiras é a lei hoje no Caribe. O presidente Donald Trump anunciou que o novo governo venezuelano aceitou entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, numa manobra que ameaça o abastecimento que estava sendo direcionado para a China.

O governo americano ainda colocou dois dos principais protagonistas do chavismo em alerta: o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro das Defesa, Vladimir Padrino. Se aceitarem colaborar com a Casa Branca e garantir acesso às reservas de petróleo, serão tolerados em seus postos de comando. Caso contrário, correm o risco de ter o mesmo destino que Maduro.

Na noite de terça-feira, Trump colocou nas redes sociais o anúncio da entrega dos barris, avaliados em mais de US$ 2,5 bilhões.

Tenho o prazer de anunciar que as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade

— aos EUA, escreveu Trump em suas redes sociais.

O petróleo será vendido a preço de mercado, disse o republicano, acrescentando que o dinheiro será controlado por ele e usado para beneficiar as populações da Venezuela e dos EUA. Ele, porém, não explicou como isso seria feito.

O preço do barril caiu em mais de 2% nos EUA depois do anúncio de Trump. Hoje, a Venezuela tem reservas que representam sete vezes o volume do petróleo nos EUA, ainda que qualidade diferente.

Ainda que represente menos de 3 dias do consumo de combustível dos EUA, o volume é apenas o primeiro pagamento exigido pelos americanos e representaria entre 30 e 50 dias da produção venezuelana.

Agências internacionais indicaram que o pacto, para existir, teria de desviar recursos que estavam sendo destinados para a China.

Desde a adoção de sanções mais duras contra a Venezuela, em 2020, o governo de Pequim passou a garantir as compras de petróleo de Caracas. Cerca de 470 mil barris por dia são transportados para os portos chineses.

A relação entre os chineses e venezuelanos ainda tem uma década, com investimentos avaliados em US$ 2,1 bilhões no setor de energia.

A produção de petróleo da Venezuela caiu de cerca de 3,5 milhões de barris por dia, no auge nos anos 90, para apenas 1,1 milhão no ano passado.

O anúncio de Trump ocorreu horas depois de a diplomacia dos EUA ter afirmado, em uma reunião da Organização dos Estados Americanos, que Washington não aceitava que o volume de recursos naturais pudesse estar à disposição de “nossos adversários”.

Trump ainda insistiu, nos últimos dias, que a Venezuela terá de pagar pelo que “roubou” dos EUA nos últimos anos. Trata-se de uma referência à decisão, em 2007, do então presidente Hugo Chávez de colocar controles sobre a exploração de petróleo por estrangeiros.

Em 2019, um tribunal do Banco Mundial ordenou que a Venezuela pagasse US$ 8,7 bilhões em indenização à ConocoPhillips, algo que Caracas jamais aceitou fazer.

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