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Em crise, Correios aprovam contratação de empréstimo de R$ 20 bi para reestruturar estatal

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/11/2025 às 15:35 · Atualizado há 1 semana
Em crise, Correios aprovam contratação de empréstimo de R$ 20 bi para reestruturar estatal
Foto: Reprodução / Arquivo

Correios
Marcelo Camargo
O Juízo de Gestão dos Correios deu aval na sexta-feira (28) à contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões porquê segmento do projecto de renovação da estatal.
A operação deverá narrar com garantia do Tesouro Vernáculo e, segundo a empresa, a formalização dependerá de aprovação pela Secretaria do Tesouro, vinculada ao Ministério da Quinta.
A expectativa, de convenção com membros da gestão da estatal, é de que uma segmento do montante (R$ 10 bilhões) seja liberada ainda oriente ano. Em 2026, os Correios devem receber a outra metade do valor a ser contratado, dividido em duas parcelas de R$ 5 bilhões cada.
A intenção de contratar um empréstimo havia sido anunciada pelos Correios em outubro deste ano. Na ocasião, a cúpula da empresa informou que a medida seria adotada para restaurar caixa e recolocar as contas da companhia em uma trajetória positiva.
A operação integra o projecto de renovação da estatal, confirmado na última semana, que prevê, entre outras medidas, um novo programa de exoneração voluntária; fechamento de 1 milénio agências; e venda de imóveis.
Os Correios enfrentam uma crise financeira e têm registrado sucessivos prejuízos. Até setembro deste ano, o rombo aglomerado é de R$ 6 bilhões.
A companhia projeta que, ao final deste ano, deverá registrar um prejuízo recorde, superando o obtido no ano pretérito. Em um expedido interno divulgado na última semana, a empresa estimou que o rombo poderá chegar a R$ 10 bilhões em 2025 — mais de R$ 7 bilhões supra do balanço de 2024.
No expedido, a companhia também classificou o empréstimo porquê "indispensável para a transição estrutural" dos Correios.
Correios registram rombo de R$ 6 bilhões até setembro
Em outubro, ao anunciar o projecto de renovação, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que os problemas financeiros estavam afetando a operação da empresa em diversas frentes, porquê o pagamento de fornecedores.
"Nos últimos anos, o que vem acontecendo com a empresa, e isso vem de forma crescente é que, a perda de market share, a perda de competitividade, vem fazendo com que a gente tem a perda de receita", disse.
"Essa perda de receita impacta o caixa e ao impactar o caixa. Aí, eu falo, principalmente nos últimos meses, a gente vem afetando a operação que potencializa esse ciclo negativo", acrescentou Emmanoel Rondon.
Na ocasião, Rondon também explicou que, além de reconstituir o caixa, o empréstimo também seria utilizado para financiar ajustes fiscais e operacionais.
"O que a gente está negociando de operação é para ter reequilíbrio da empresa em 2025 e 2026, ter tempo de adotar as medidas que começam a impactar em 2026, para em 2027 a gente conseguir iniciar um ciclo de balanço em azul. Logo a teoria é que em 2027 a empresa já esteja reequilibrada. Lucro em 2027", declarou.
Segundo apurou a TV Orbe, a taxa de juros do empréstimo deve permanecer supra de 120% do Certificado de Repositório Interbancário (CDI). Membros do governo avaliam que a taxa é considerada subida para os padrões de operações garantidas pelo Tesouro, porquê a pretendida pelos Correios.
Em um expedido divulgado na tarde deste sábado (29), a empresa não confirmou detalhes da operação.
"As condições financeiras da operação ainda estão sendo tratadas junto às instituições envolvidas e, por ora, não podem ser detalhadas", diz a revelação da companhia.

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