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Professor: Venezuela se tornou representante da Rússia e China nas Américas

A Venezuela transformou-se em uma representante dos interesses russos e chineses nas Américas, de maneira semelhante ao papel que Cuba desempenhou como ponta...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 19:26 · Atualizado há 2 dias
Professor: Venezuela se tornou representante da Rússia e China nas Américas
Foto: Reprodução / Arquivo

A Venezuela transformou-se em uma representante dos interesses russos e chineses nas Américas, de maneira semelhante ao papel que Cuba desempenhou como ponta de lança da União Soviética durante a Guerra Fria. A afirmação é do professor Vitelio Brustolin, da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador de Harvard, em entrevista ao CNN 360°.

O regime do Maduro foi municiado por armamento russo, 24 Sukhoi, aqueles jatos SU-30, foram comprados da Rússia, 12 estariam funcionais

— Segundo Brustolin, o regime de Nicolás Maduro foi significativamente fortalecido militarmente por seus aliados. , explicou. Além disso, o sistema de defesa aérea S-300 também foi fornecido pelos russos, que chegaram a enviar o grupo de mercenários Wagner em 2019 para treinar o exército venezuelano.

A China também municiou a Venezuela de armamento, e 80% do petróleo da Venezuela era vendido para a China até recentemente

— A China também tem papel crucial nessa aliança, fornecendo armamentos e mantendo relações comerciais estratégicas com a Venezuela. , destacou o professor. Os outros 20% da produção petrolífera venezuelana são divididos entre Cuba (5%) e Estados Unidos (15%), este último via Chevron, única empresa americana autorizada pelo Departamento do Tesouro dos EUA a manter joint ventures com a Venezuela.

A Rússia tem se mostrado bastante fraca com seus parceiros

— Apesar dessas alianças estratégicas, o professor ressalta que nem Rússia nem China conseguiram impedir ações dos Estados Unidos na região. , afirmou Brustolin, citando como exemplos a queda do regime de Bachar Al-Assad na Síria, os bombardeios israelenses contra o Irã e a derrota da Armênia, aliada russa, na guerra contra o Azerbaijão.

não querem que o direito internacional seja rasgado, que a carta da ONU seja rasgada

— O professor também analisou as críticas de países europeus, incluindo França e Reino Unido, às ações recentes envolvendo a Venezuela. Segundo ele, essas nações , pois são justamente os acordos internacionais que ainda protegem o mundo de ser exposto à vontade de países militarmente poderosos como Estados Unidos, Rússia e China.

Brustolin alertou para o crescimento do arsenal nuclear chinês, que saltou de 350 para 600 ogivas nucleares e tem planos de chegar a 1.500 nos próximos anos, o que representa uma preocupação adicional para o equilíbrio geopolítico global.

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