A criadora de conteúdo Juliana Oliveira, conhecida como "Juju do Pix", publicou vídeos em suas redes sociais nesta quarta-feira (7) para mostrar como está seu rosto cerca de 50 dias depois da cirurgia para retirada de óleo mineral.
Há oito anos, Juliana se priva de sair de casa para eventos sociais, como festas, encontrando na internet uma maneira de interagir com outras pessoas.
Ela conta que, como uma mulher transexual, queria deixar seus traços mais femininos. Sem recursos ou informações sobre procedimentos menos invasivos, procurou uma clínica clandestina, que alegou utilizar silicone industrial.
Com o passar do tempo e o inchaço, descobriu que havia sido injetado óleo mineral.
Juju do Pix busca recomeço após cirurgia reparadora no rosto
A criadora de conteúdo Juliana Oliveira, conhecida como "Juju do Pix", publicou vídeos em suas redes sociais nesta quarta-feira (7) para mostrar como está seu rosto cerca de 50 dias depois da cirurgia para retirada de óleo mineral.
Nos conteúdos publicados na terça-feira, a influenciadora aparece com o rosto menos inchado, a boca mais aparente, mas ainda com cicatrizes vísiveis.
Há oito anos, Juliana se priva de sair de casa para eventos sociais, como festas, encontrando na internet uma maneira de interagir com outras pessoas. Ela conta que, como uma mulher transexual, queria deixar seus traços mais femininos. Sem recursos ou informações sobre procedimentos menos invasivos, procurou uma clínica clandestina, que alegou utilizar silicone industrial. Com o passar do tempo e o inchaço, descobriu que havia sido injetado óleo mineral.
O tecido estava duro, enrijecido, totalmente impregnado por óleo mineral, exatamente como mostrado na ressonância
— Logo após o procedimento, o médico responsável, Thiago Marra, explicou ao g1 que a cirurgia foi feita de forma conservadora para diminuir os riscos. , afirma.
Não digo nem pelos riscos, mas pelo grau de dificuldade que é para tirar esse produto do meu rosto, então não é fácil
— Segundo a criadora de conteúdo, a cirurgia exigiu paciência e técnica. , relatou. Ela espera pelo próximo procedimento.
🏳️⚧️ De acordo com o Dossiê Anual de 2025 da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), a falta de acesso aos procedimentos seguros é consequência da marginalização dessa população no Brasil. O documento conclui também que a aparência "não normativa" é fator de alto risco para o assassinato de pessoas trans e travestis.
Juju do Pix (à esquerda, antes de cirurgia clandestina) publicou vídeo em suas redes sociais para mostrar como está seu rosto após cirurgia reparadora (à direita) — Foto: Reprodução/Redes sociais
São produtos muito mais baratos, aplicados por pessoas sem qualificação
— O uso desses materiais em procedimentos estéticos ilegais é comum por conta do baixo custo, explica Ronaldo Righesso, cirurgião plástico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. , relata.
Não há custo de hospital, não há custo de anestesista muitas vezes
— De acordo com o cirurgião, em diferentes ocasiões, os procedimentos ilegais também não são feitos em lugares esterilizados, aumentando os riscos. , diz.
Ele recomenda que todo paciente exija as informações do produto que foi aplicado, incluindo marca, número do lote e certificado.
⚠️💉 Entenda os tipos de substâncias comumente utilizadas em clínicas clandestinas — a Anvisa proíbe que o óleo mineral e o silicone industrial sejam injetados diretamente na pele e impõe restrições à aplicação do PMMA:
🚫 A aplicação de produtos proibidos no corpo humano pode ser considerada crime contra a saúde pública, com punições previstas nos artigos 282, 284 e 129 do Código Penal – exercício ilegal da medicina, curandeirismo e lesão corporal, respectivamente.
A gente vê que se desenvolve uma reação inflamatória de corpo estranho crônica, ou seja, o organismo reage indefinidamente com essas substâncias, isso pode levar a uma série de complicações
— O cirurgião relata a reação que pode ter ocorrido no caso de Juliana. , completa Righesso.
Juliana antes da aplicação de óleo (à esquerda), após aplicação (centro) e depois da primeira cirurgia reparadora (à direita) — Foto: Arquivo pessoal
O apelido "Juju do Pix" surgiu depois que, ao enfrentar dificuldades para conseguir emprego após um procedimento estético malsucedido, durante a pandemia Juliana recorreu à internet para pedir ajuda e arrecadar dinheiro para uma cirurgia reparadora.
Mesmo após ter aparecido em um programa de televisão e conseguido cerca de R$ 20 mil em uma vaquinha, a influenciadora foi contestada por internautas por pedir novos valores.
Juliana disse, nas redes sociais, que havia desistido do procedimento por não ter conseguido o valor total da operação e afirmou ter doado o dinheiro.
Infográfico - Juju do Pix faz cirurgia reparadora — Foto: Arte/g1
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