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Jovem que ficou cinco dias perdido no Pico Paraná agradece equipes de busca e orações na

Por Bruno Fávaro, Mariah Colombo, Douglas Maia, g1 PR e RPC — Curitiba

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 19:46 · Atualizado há 4 dias

Jovem que ficou cinco dias perdido no Pico Paraná agradece equipes de busca e orações na
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Bruno Fávaro, Mariah Colombo, Douglas Maia, g1 PR e RPC — Curitiba

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, recebeu alta nesta segunda-feira (6), após ficar internado em Antonina, no litoral do Paraná.

O jovem desapareceu no dia 1º de janeiro, quando descia a trilha que leva até o Pico Paraná – ponto mais alto do Sul do Brasil e que tem um histórico de desaparecimentos e resgates.

Perdido, o jovem andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, nesta segunda-feira (5).

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que o rapaz respondeu bem ao tratamento oferecido e agora vai continuar a recuperação em casa.

Jovem que ficou cinco dias perdido no Pico Paraná recebe alta hospitalar

Ao sair do hospital, nesta segunda-feira (6), Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, agradeceu a todos os bombeiros e voluntários que se esforçaram para localizá-lo no período em que esteve perdido no Pico Paraná.

Roberto ficou internado em Antonina, no litoral do Paraná e recebeu alta hospitalar após responder bem ao tratamento oferecido. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), ele vai continuar a recuperação em casa.

O jovem desapareceu no dia 1º de janeiro, quando descia a trilha que leva até o Pico Paraná – ponto mais alto do Sul do Brasil e que tem um histórico de desaparecimentos e resgates.

Perdido, o jovem andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, nesta segunda-feira (5). No local, ele pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo.

Vídeo mostra jovem chegando em fazenda para pedir ajuda após conseguir sair do Pico Paraná

Depois de encontrar ajuda, uma equipe do Corpo de Bombeiros se deslocou até o local onde o jovem estava e o levou para o hospital de Antonina, onde ele fez exames médicos e passou por procedimentos para reidratação.

Conforme os profissionais de saúde que o atenderam, Roberto estava lúcido, comunicativo, sem lesões graves, e com escoriações.

Jovem de 19 anos desapareceu enquanto fazia uma trilha no Pico Paraná — Foto: Reprodução

No período de buscas, foram mais de 100 bombeiros e 300 voluntários mobilizados, com recursos como câmeras térmicas, drones e rapel. Roberto conta que, no primeiro dia perdido, ouviu um helicóptero e soube que procuravam por ele, mas depois, sem sinais, achou que haviam desistido.

No terceiro dia eu falei: 'Pô, eles podem ter cancelado as buscas, mas Deus está comigo e eu vou seguir esse destino aqui, esse caminho que ele me deu, caminho das pedras'

— afirmou.

Eu pensei que era o fim, que eu já tinha talvez morrido. Alucinei em um momento assim. Mas eu pedi forças para Deus. Pedi forças para minha mãe, pensei em toda a minha família. Eu falei: 'Pô, eu quero chegar em casa bem e saudável. Só peço por proteção para isso'

— relembrou Roberto.

Enquanto andava sozinho pela mata, chegou a pensar que jamais seria encontrado.

Jovem que ficou cinco dias perdido no Pico Paraná recebe alta hospitalar — Foto: RPC

Na saída do hospital, Roberto afirmou também que pretende conversar com a amiga que o deixou para trás na trilha.

Eu só vou ter o mínimo de conversa ali, trocar o mínimo de ideia. Mas agora não tenho nada para comentar, não sei como vai ser ao certo

— afirmou.

Jovem que ficou perdido no Pico Paraná quer comer picanha com vinho após alta

Roberto já faz planos para o que quer fazer agora que recebeu a alta. Entre eles, uma boa refeição, uma vez que passou cinco dias sem se alimentar direito.

Quando eu estava lá no meio da mata, escorria o suor em mim, caia gota de sal na boca e eu pensava em picanha

— afirma.

Porém, antes de cumprir o desejo, o rapaz precisa passar por uma dieta especial.

Agora eu tenho que fazer uma hidratação, dar uma equilibrada na dieta, por conta desses dias que passei

— explica.

Roberto posou para foto junto com equipe médica do Hospital Municipal de Antonina. — Foto: Sesa-PR

Segundo a Polícia Civil (PC-PR), Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. Segundo relatos, ele se sentiu mal durante a subida.

Após descansarem e encontrarem outros dois grupos no cume, a dupla iniciou a descida com um dos grupos por volta das 6h30. Em um ponto anterior ao acampamento, o rapaz se separou do grupo. Momentos depois, conforme os bombeiros, o segundo grupo iniciou a descida, passou pelo ponto onde a vítima tinha ficado, mas não encontrou com ele.

O analista jurídico Fabio Sieg Martins estava em um dos grupos de montanhistas que encontrou Roberto e a amiga na trilha. Ele conta que acionou os bombeiros ao chegar ao acampamento que fica na base do morro e perceber que o rapaz não tinha mais sido visto.

Quando a gente chegou no acampamento A1, venceu o 'grampos' e tudo mais, tava a menina na barraca. Aí eu pergunto para ela: 'Cadê o Roberto?' e ela não sabia do Roberto. Aí bateu o desespero, eu falei 'o guri deve ter se desorientado lá no [acampamento] A2, tá perdido lá em cima. [...] Aí nós voltamos. No primeiro ponto que dá sinal de celular, eu faço uma ligação para o Corpo de Bombeiros e situo o bombeiro da posição e das referências que nós tínhamos ali

— conta Martins.

No sábado (3), a Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento após a abertura de um Boletim de Ocorrência pela família do rapaz, que mora em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimento da jovem que acompanhava Roberto na trilha, além de outros montanhistas que o encontraram no caminho e familiares dele. Na ocasião, a polícia afirmou que não havia indício de crime e o caso era tratado como desaparecimento.

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