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Genes que moldam emoções nos golden retrievers são os mesmos dos humanos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/12/2025 às 21:55 · Atualizado há 6 dias
Genes que moldam emoções nos golden retrievers são os mesmos dos humanos
Foto: Reprodução / Arquivo

(Uol/Folhapress) – Cães da raça golden retriever possuem raízes genéticas de comportamento semelhantes às dos seres humanos, que influenciam características emocionais e cognitivas de maneira parecida.

Um estudo da Universidade de Cambridge analisou o DNA de mais de 1.300 golden retrievers, com idades entre três e sete anos. Os pesquisadores concluíram que alguns dos genes que moldam o comportamento desses cães também estão presentes em humanos. Isso significa que segmento das bases biológicas responsáveis por emoções e atitudes é compartilhada entre as duas espécies.

A pesquisa identificou que genes específicos ligados ao comportamento cínico também aparecem relacionados a estados comuns em pessoas. Entre eles: impaciência, depressão, perceptibilidade, sociabilidade e resposta ao estresse.

Segundo a pesquisadora Eleanor Raffan, as descobertas oferecem fortes evidências de que humanos e golden retrievers compartilham raízes genéticas para seu comportamento. “Os genes que identificamos influenciam frequentemente estados emocionais e comportamentos em ambas as espécies”, afirmou.

Durante o estudo, os especialistas encontraram tapume de 12 genes envolvidos em traços emocionais e comportamentais em humanos e cães. O gene PTPN1, por exemplo, está associado à agressividade nos goldens e aparece em pesquisas humanas ligadas à depressão e a capacidades cognitivas. Outro gene, ROMO1, relacionado à facilidade de treinamento nos cães, também está ligado à sensibilidade emocional e perceptibilidade em humanos.

Cães da raça golden retriever possuem raízes genéticas de comportamento semelhantes às dos seres humanos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Escritório Brasil)

Semelhança genética

Essas descobertas sugerem que tutores devem considerar o componente emocional durante um amestração. Ou seja, alguns comportamentos têm raiz genética e não se tratam somente de “obediência” ou “recompensa”, mas de predisposições emocionais.

Os pesquisadores também destacam a relevância para os cuidados veterinários. Se um cão apresenta pavor excessivo, por exemplo, e isso está vinculado a um gene equivalente ao que influencia impaciência em humanos, medicamentos usados para reduzir impaciência podem ser úteis, quando indicados corretamente.

Aliás, compreender essas semelhanças genéticas ajuda a interpretar melhor o mundo emocional dos cães – por que alguns são mais medrosos, ansiosos ou reativos. Assim, evita que comportamentos sejam rotulados porquê “birra” ou “má conduta”, quando podem ser sinais de estresse.

Os pesquisadores reforçam, mas, que genética não determina comportamento por completo. Ela gera predisposições, mas o envolvente – rotina, experiências, manejo, geração – continua sendo decisivo para moldar porquê esses traços se manifestam.

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