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Futuros dos EUA operam estáveis após recorde do Dow Jones; inflação é destaque no Brasil

Os índices futuros de Wall Street operam próximos da estabilidade nesta terça-feira (10), após o Dow Jones encerrar no maior nível histórico na véspera. A re...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 09:48 · Atualizado há 1 dia
Futuros dos EUA operam estáveis após recorde do Dow Jones; inflação é destaque no Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

Os índices futuros de Wall Street operam próximos da estabilidade nesta terça-feira (10), após o Dow Jones encerrar no maior nível histórico na véspera. A recuperação das ações de tecnologia reduz a aversão ao risco observada recentemente, em meio a preocupações com o ritmo de investimentos em inteligência artificial.

No radar dos investidores estão dados econômicos relevantes nos Estados Unidos, capazes de influenciar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve, o banco central estadunidense. Hoje, o país divulga preços de importados, vendas no varejo, estoques empresariais e de petróleo, enquanto o mercado aguarda o relatório de empregos (payroll), previsto para esta quarta-feira (11).

No Brasil, as atenções se concentram na divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, com projeção de alta de 0,32% no mês e de 4,43% em 12 meses. Na véspera, o Boletim Focus do Banco Central mostrou nova redução na expectativa de inflação para 2026, de 3,99% para 3,97%, marcando a quinta queda consecutiva.

A agenda também inclui participações de autoridades. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participam de evento do BTG Pactual, no Brasil, enquanto Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, cumpre agenda institucional em São Paulo. Nos EUA, dirigentes do Fed de Cleveland e Dallas falam ao longo do dia.

No noticiário corporativo, Suzano e TIM divulgam seus resultados do quarto trimestre após o fechamento dos mercados.

O Ibovespa encerrou a segunda-feira (9) em alta de 1,80%, aos 186.241 pontos, atingindo um novo recorde histórico, em um movimento alinhado ao aumento do apetite global por risco. O avanço foi impulsionado principalmente pelo desempenho dos mercados asiáticos, após os resultados da eleição no Japão sinalizarem expansão fiscal e cortes de impostos.

Segundo especialistas, o cenário reforçou a chamada “rotação global”, movimento estrutural que favorece mercados emergentes, como o Brasil, apesar dos riscos fiscais associados à política japonesa.

Nesse ambiente, o dólar comercial recuou 0,62%, cotado a R$ 5,188, o menor valor desde maio de 2024.

As bolsas europeias operam mistas nesta terça, em meio a uma série de divulgações de resultados corporativos. Algumas das empresas mais importantes da Europa, como a Philips, divulgaram seus balanços corporativos.

STOXX 600: -0,08% DAX (Alemanha): -0,11% FTSE 100 (Reino Unido): -0,26% CAC 40 (França): +0,46% FTSE MIB (Itália): -0,16%

Enquanto os índices futuros seguem operando majoritariamente em alta, os agentes montam posições para acompanhar a temporada de balanços, que segue hoje com a Coca-Cola, Hasbro e Spotify. A agenda econômica traz dados das vendas das no varejo.

Dow Jones Futuro: +0,01% S&P 500 Futuro: +0,02% Nasdaq Futuro: -0,04%

O resultado das eleições japonesas segue influenciando os mercados asiáticos, em especial o índice Nikkei 225, do Japão, que fechou em alta, ampliando os ganhos da véspera.

Shanghai SE (China), +0,13% Nikkei (Japão): +2,28% Hang Seng Index (Hong Kong): +0,58% Nifty 50 (Índia): +0,26% ASX 200 (Austrália): -0,03%

Os preços do petróleo operam em baixa, com os investidores avaliando os riscos de abastecimento em meio às tensões entre os EUA e o Irã.

Petróleo WTI, -0,28%, a US$ 64,18 o barril Petróleo Brent, -0,12%, a US$ 68,96 o barril

Nos EUA, saem os dados dos preços de importados e as vendas no varejo de dezembro, e os estoques empresariais de novembro.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que vai vetar os pagamentos extras para servidores da Câmara e do Senado conhecidos como penduricalhos, que aumentam os salários acima do teto constitucional, hoje em R$ 46,3 mil. Projetos de lei que concederam os reajustes e ampliaram as gratificações dos funcionários do Congresso foram aprovados na semana passada, na volta dos trabalhos legislativos, e vão provocar um impacto de quase R$ 800 milhões nas contas públicas. Além de concederem aproximadamente 9% de reajuste linear para os servidores do Legislativo, os projetos criaram gratificações de desempenho que podem dobrar os salários. O pacote de bondades vem sendo chamado nas redes sociais de “trem da alegria” e o governo identificou que enfrenta ampla rejeição da sociedade.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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