Por Bernardo Cotrim
Os hondurenhos vão às urnas neste domingo para optar o sucessor ou sucessora da presente Xiomara Castro, em um pleito marcado por acusações antecipadas de fraude e pela mediação direta dos Estados Unidos.
Donald Trump defendeu pessoalmente o voto em Nasry “Tito” Asfura, do Partido Pátrio, com recta a prenúncio de “trinchar o verba” caso o empresário e ex-prefeito da capital seja derrotado.
Asfura é do mesmo partido de Juan Orlando Hernandez, ex-presidente hondurenho recluso nos EUA por tráfico de drogas. Inclusive, Trump prometeu indultar Hernandez.
Javier Milei, presidente prateado, somou-se ao coro de Trump e defendeu Asfura, acusando Moncada de ser a candidata do “narcossocialismo”.
O principal instituto de pesquisas de Honduras, no entanto, indica um resultado zero ao paladar de Trump e Milei: na boca de urna anunciada hoje, a candidata do governo, Rixi Moncada, desponta porquê favorita. Moncada, do Libre, é ex-magistrada e foi ministra nos governos de Manuel Zelaya e Xiomara Castro.
Outrossim, quem desponta em segundo lugar é o apresentador de TV Salvador Nasralla, ex-vice de Xiomara Castro que renunciou para apresentar sua candidatura pelo Partido Liberal.
A se confirmarem as pesquisas, Trump colherá mais uma roteiro. No que parece ser uma tônica do seu procuração, as tentativas de mediação terminam funcionando porquê um potente suporte aos seus adversários.
Resta saber se a vontade do povo hondurenho expressa nas urnas será respeitada ou, em caso de roteiro da extrema direita, se teremos novas acusações de fraude e tentativas de golpe, com o patrocínio dos EUA e a torcida da Argentina.