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Crescimento econômico global deve diminuir em 2026, pondera ONU

As perspectivas econômicas globais permanecem incertas devido às elevadas incertezas macroeconômicas, às mudanças nas políticas comerciais e aos persistentes...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 17:36 · Atualizado há 20 horas
Crescimento econômico global deve diminuir em 2026, pondera ONU
Foto: Reprodução / Arquivo

As perspectivas econômicas globais permanecem incertas devido às elevadas incertezas macroeconômicas, às mudanças nas políticas comerciais e aos persistentes desafios fiscais, de acordo com o relatório de Situação Econômica Mundial e Perspectivas para 2026 publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (8).

As tensões geopolíticas e os riscos financeiros aumentam essas pressões, tornando a economia global fragilizada

— avalia a ONU, ao destacar que, apesar do choque tarifário em 2025, a atividade econômica global se mostrou resiliente.

A situação no ano passado, segundo a ONU, recebeu o apoio de embarques antecipados, acúmulo de estoques e gastos sólidos do consumidor em meio à flexibilização monetária e mercados de trabalho "amplamente estáveis".

Espera-se que o apoio contínuo da política macroeconômica amorteça o impacto das tarifas mais altas, mas o crescimento do comércio e da atividade geral provavelmente se moderarão no curto prazo

— pondera.

A ONU menciona que o crescimento econômico global, estimado em 2,8% para 2025, deverá diminuir marginalmente para 2,7% em 2026, antes de acelerar para 2,9% em 2027, ainda abaixo do nível antes da pandemia, de 3,2%.

Para Europa, Japão e Estados Unidos, a expectativa é de que o crescimento se mantenha praticamente estável, e siga "em ritmo moderado", com o apoio monetário ou fiscal sustentando a demanda.

Grandes economias em desenvolvimento, como a China, Índia e Indonésia, devem continuar apresentando crescimento sólido, impulsionado por uma demanda interna resiliente ou por medidas políticas direcionadas. Por outro lado, a Organização alerta que as perspectivas para muitos países de "baixa renda" e considerados "vulneráveis" permanecem menos favoráveis.

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