Por Gustavo Biano, Edijan Del Santo, Marcello Carvalho, EPTV e g1 Piracicaba e Região
O número de estupros denunciados à Polícia Civil em Piracicaba (SP) entre janeiro e novembro de 2025 apresentou um aumento de 65,5% em comparação com todo o ano de 2024.
Segundo a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Olívia dos Santos Fonseca, a maioria das vítimas são crianças e adolescentes.
Ela atribui alta nos registros a uma redução da subnotificação.
O número de estupros denunciados à Polícia Civil em Piracicaba (SP) entre janeiro e novembro de 2025 apresentou um aumento de 65,5% em comparação com todo o ano de 2024. Segundo a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Olívia dos Santos Fonseca, a maioria das vítimas são crianças e adolescentes.
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), foram registrados 29 estupros em 2024. Já entre janeiro e novembro de 2025, o total chegou a 48 ocorrências. Os dados referentes ao mês de dezembro ainda não estão disponíveis.
Ela detalha que, geralmente, o estupro de vulnerável é praticado por pessoas do círculo de convivência da criança ou do adolescente. Por esse motivo, grande parte das denúncias envolvendo esse tipo de crime já chega à delegacia com a identificação de um suspeito.
Em sua grande maioria, são estupros cometidos por alguém do meio familiar dessa criança. Então, a autoria já está previamente estabelecida. Lógico, a polícia investiga, aprofunda, utiliza dos meios legais para aprofundar essa investigação, mas a maioria das investigações já começa com um nome
— acrescenta.
Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças
Segundo a chefe da polícia, historicamente, os casos de estupro são subnotificados.
🔎Casos de estupro subnotificados, segundo a delegada, são aqueles que não são trazidos ao conhecimento das autoridades policiais por vergonha, medo ou devido ao machismo.
Ela também ressalta que tem havido um avanço na conscientização sobre os sinais desse tipo de crime.
Hoje em dia, a gente percebe que os responsáveis legais estão se conscientizando da necessidade também de você conscientizar essa criança do que é um toque indevido e o que não é um toque indevido. Então, tem se percebido muito mais rápido esses sinais e tem se feito a intervenção na criança de maneira célere, para que ela não fique sofrendo aquele tipo de situação com o agressor
Olívia dos Santos Fonseca, delegada titular da DDM de Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/ EPTV
A delegada destaca que a denúncia é essencial para interromper esse ciclo de violência.
Delegacia de Defesa da Mulher de Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/ EPTV
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